sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A natureza e o capitalismo.

Alguém ou algumas pessoas podem ter se aproveitado das idéias de renascimento dos mortos, da ascensão ao reino dos céus e da prática de milagres e, a partir daí, ter começado a surgir nos registros históricos fatos com esse tipo de informação.
Não, porque uma vez pesadas as evidências, há uma grande probabilidade da figura conhecida como Jesus nunca ter existido, em momento nenhum da história da humanidade.
“O cristianismo é uma paródia à adoração do sol, onde colocaram um homem chamado Jesus em seu lugar e começaram a dedicar a esse homem a mesma devoção que dedicavam ao sol”. Thomas Paine – 1737/1809.
Nós não queremos ser indelicados mas, temos de ser factuais.
Não queremos magoar sentimentos de ninguém, mas queremos ser academicamente corretos naquilo que compreendemos e sabemos verdadeiro.
O cristianismo, simplesmente, não é baseado em verdades.
Consideramos que o cristianismo foi apenas uma história romana, desenvolvida politicamente para preservar interesses políticos e econômicos.
A realidade consiste em que Jesus foi à divindade solar gnosticista cristã e tal como outros deuses pagãos, era uma figura mítica.
Foi sempre o poder político que procurou monopolizar a figura de Jesus para o controle social.
Por volta de 325 DC, em Roma, o imperador Constantino reuniu o Concílio Ecumenico de Nicéia e foi durante essa reunião que as doutrinas políticas com motivação cristã foram estabelecidas e assim, começou uma longa historia de derramamento de sangue e fraude espiritual e nos 1600 anos que se seguiram, o Vaticano, dominou politicamente a Europa conduzindo-a a um período de obscurantismo por meio de eventos, como as cruzadas e a santa inquisição, onde o conhecimento era privilégio apenas da igreja.
O cristianismo, bem como, todas as crenças teístas são a fraude da era.
Serviu para afastar os seres humanos do seu meio natural e da mesma maneira, uns dos outros.
Sustenta a submissão cega do ser humano a autoridade.
Reduz a responsabilidade humana sob a premissa de que Deus controla tudo e, que por sua vez, os crimes mais terríveis são justificados em nome da perseguição divina.
“A religião não pode consertar a humanidade, porque a religião é escravidão”. Robert G. Ingersol.
E o mais importante, dá o poder aqueles que sabem a verdade e usam o mito para manipular e controlar a sociedade.
O mito religioso é o mais poderoso dispositivo jamais criado e serve como base psicológica para que outros mitos floresçam ou o justifiquem.
Um mito é uma falsa idéia que é amplamente seguida.
Aprofundando no contexto religioso, um mito opera como uma história que guia e mobiliza os povos.
O essencial não está na credibilidade da história, mas sim na forma como ela funciona.
E uma história não funciona se não tiver uma comunidade ou nação que acredite nela.
Nunca será matéria de debate o questionamento da veracidade da história sagrada.
Os guardiões da fé nunca participarão de um debate com publico sobre religião.
Os questionadores serão ignorados ou denunciados como hereges e blasfemos.
Assim, permanecerá o sobrenatural como forma de controle social.

A agenda capitalista.

PlanosDocumento elaborado pelo BC afirma que alguns bancos podem se tornar insolventes se o STF confirmar os argumentos de poupadores que brigam na Justiça contra as perdas geradas pelos planos econômicos Cruzado, Bresser, Verão, Collor 1 e Collor 2. O memorial foi protocolado no STF e, depois, entregue pessoalmente pela cúpula da equipe econômica aos ministros da Corte. Os dados do BC mostram que as perdas para os bancos somariam R$ 105,9 bilhões, o equivalente a 65% do patrimônio líquido dessas instituições ou 3,6% do PIB. O assunto é destaque nas páginas do Estadão de hoje.
http://www.migalhas.com.br/mig_amanhecidas.aspx?data=18/6/2009&cod=87041&tipo=C&op=C

Exemplo importantíssimo do que se pode chamar "ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA", bancos bilionários, estrangeiros principalmente, apossam do patrimônio do povo e, assim, constroem riqueza com o que não lhes pertencem, contando com a conivência de governos corruptos (José Sarney, Collor, FHC - governos que patrocinaram o FMI e o Banco Mundial, cumprindo a agenda econômica por eles determinada).

Agora, naturalmente, para que os pobres continuem pobres e os miseráveis cada vez mais míseros, manteremos a situação da maneira que está, ou seja, deixem o dinheiro com os bancos que eles sabem o que fazer - multiplicar a miséria - pois, se derem para os pobres eles podem resolver comer mais e melhor e a partir daí começarem a pensar.

A sétima classe.

O Mundo já possui mais de 6 bilhões de habitantes.
Para efeito geográfico e didático é dividido em continentes e países.
Teoricamente, cada País é independente e livre para adotar as medidas que mais atendam aos seus interesses.
Esta é a impressão que tentam nos passar nas escolas, livros, jornais e todo tipo de comunicação, ao longo de nossas vidas através de belos mapas coloridos e Constituições cheias de remendos literários e gramaticais para confundirem aos que só sabem assinar o nome.
Segundo nossa ótica, o Mundo é dividido em 6 grupos sociais: dominantes, dominadores, definidos, dominados, desesperados e desalmados.
Vamos conhecer um pouco das características de cada uma destas classes que estão espalhadas pelo planeta.

1 - Dominantes – classe constituída por quase 2.000 pessoas. São os donos do Mundo, pois são proprietários de todas as riquezas (convencionadas por seus antepassados) disponíveis. Donos das grandiosas fortunas oriundas da venda de armas, petróleo, remédios, bancos, aviação, lavagem de dinheiro e outras atividades menos votadas, mas rendosas. Só não possuem ânimo para lapidar suas riquezas. Por isto, precisam das classes inferiores para o trabalho pesado e sujo. Através de barganhas, exercem o Poder sobre as demais pessoas, devidamente doutrinadas ao longo de gerações a acreditarem que este é o processo de vida que as farão felizes. Patrocinam diversas linhas religiosas e filosóficas, que colocam em moda quando se fazem necessárias. Os senhores da Terra, sabem explorar bem, a vaidade e a ganância dos pobres de espírito. Criaram um mecanismo de controle de tal forma que não surja nenhum novo líder autêntico, com idéias tolas sobre liberdade e igualdade. Quando tal elemento desponta, seja de que classe for, tentam traze-lo para uma escala acima, oferecendo-lhe algumas mordomias. Se o sujeito for intransigente, armam alguma situação para desmoralizá-lo ou arranjam um acidente aéreo ou outro qualquer, para sumir com o mesmo. Esses elementos definem os rumos de nossas vidas. Possuem a percepção adequada para vislumbrar algum tipo (ainda que leve) de perigo que possa colocar em risco suas posições no planeta. Se necessário, fabricam uma guerra em grande escala para salvar seus interesses (ou mesmo movimentar altas cifras). Conforme o caso apelida o holocausto de fatalidade. Habilmente, massificam as populações, determinando quem foram os vilões e heróis do passado, nos quais devemos nos espelhar ao longo de nossas vidas para servi-los sempre com um sorriso nos lábios. Depois colocam a culpa na cultura de um determinado povo para explicar os tempos de sofrimento que seus subalternos terão de suportar. Divertem-se jogando xadrez, onde o tabuleiro é a Terra e o resto da população representa as peças menores do jogo. São bem organizados em grupos que controlam os elementos que definiram como básico para a existência dos demais, tais como: combustíveis, comunicações, transportes, diversões, minerais e outros supérfluos que nunca foram obstáculos para a existência da Humanidade nos primórdios. Jamais exercem cargos públicos. Eventualmente aparecem em revistas por terem praticado alguma boa ação em prol de alguns necessitados, gerados por alguma experiência atômica patrocinadas pelas raposas que agora oferecem alimentos e cobertas às suas cobaias. Não possuem residência fixa. Possuem várias propriedades em volta do Globo, iates e aviões, para se mudarem junto com as estações do ano. Controlam as taxas mundiais de juros bem como as taxas cambiais, regulando importações e exportações entre as nações, objetivando a manutenção ou derrubada de alguns governos que repentinamente se acham em condições de enfrentá-los. Esta classe é popularmente conhecida como forças ocultas.

2 - Dominadores – parcela constituída por 200.000 a 300.000 elementos vaidosos. São os que se tornam grandes personalidades públicas em seus países, exercendo funções de: Presidente, Vice, Aspone, Deputados, Governadores, Senadores, Ministros, Presidentes de Estatais, líderes espirituais e até mesmo Ditadores, se assim for conveniente aos Dominantes. Por falha no processo de lavagem cerebral, alguns países não se subjugam de imediato às ilusões de possuírem bens materiais - isto obriga a adoção de medidas mais enérgicas para dominá-los. Quando calmos e devidamente instruídos, são libertados por um grande patriota fabricado, que a seguir é eleito como Presidente da nova nação livre. Ou então, os ditadores são mantidos para substituírem manchetes garrafais em jornais quando algum escândalo vier à tona por engano. A função desta classe é conduzir os elementos sob sua tutela, a seguirem os caminhos definidos pelos Dominantes. Eventualmente, são guindados à classe superior, depois de 20 ou 30 anos de bons serviços prestados ou pelo fato de um herdeiro seu se casar com algum elemento da classe acima. São os que escrevem as Leis (rascunhadas pelos Dominantes) que deverão ser obedecidas pelos habitantes de suas regiões (mas não pelos elaboradores, que adquirem imunidades). São os que assinam os documentos (lícitos ou não). Sabem que um dia poderão ser sacrificados (moral ou fisicamente) se a situação ficar inconveniente aos seus superiores. Não contestam as determinações da classe acima. Se for preciso, vendem suas almas para se manterem nas boas graças de seus superiores. Alguns não se preocupam em esconder seus espíritos carrascos atrás de uma bela máscara de bom pastor.

3 - Definidos - são os milhares de elementos que ocupam os escalões de governo. Neste universo também vivem os grandes gerentes de empresas de grande porte, fazendas médias, algumas indústrias, firmas comerciais, bancos, empresas de ônibus, segurança, alimentação, postos de comandos militares e entidades do gênero. Alguns possuem parentes na classe acima ou se tornaram elementos de alta confiança por parte de quem permitiu a eles, ter um padrão razoável de vida. Regularmente um destes elementos é lembrado desta bondade por parte de seus protetores. Ficam encarregados de conviver no meio da plebe, sempre atentos a qualquer situação que possa incomodar às classes superiores. Precisam ser criativos no sentido de inventar idéias que façam a classe inferior trabalhar para as classes acima, na ilusão de que estão melhorando sua qualidade de vida. Eventualmente, um entre 10 milhões consegue tal objetivo (devidamente armado por mentores), para reforçar a propaganda de que tal fato pode acontecer com todos que se esforcem e que não enxergam a pirâmide de parasitas que sustentam com seu suor e sangue ao longo de suas vidas. São encarregados de bolar grandes mecanismos de arrecadação de valores, tipo: loterias, 0900, copa mundial de qualquer esporte, paredões, campanhas de doações “fraternais” e similares.

4 - Dominados – parcela formada por 85 % da população. Dentro deste universo, reside a verdadeira força de trabalho, inclusive jovens que deveriam estar se preparando melhor, mas são pressionados pela miséria a se tornarem sofredores mais cedo em troca de migalhas. Foram bem doutrinados e se contentam em trabalhar por baixos salários, desde que tenham à sua disposição, poucas regalias. No caso dos latinos, bastam os seguintes itens: futebol, carnaval, cerveja, praia e novela de TV. Foram educados para a competição selvagem, apelidada de Democracia econômica pelos Dominantes que aboliram a escravidão física há dezenas de anos, pois neste sistema, tinham de efetuar altos gastos para manter a estrutura de aprisionamento e vigilância. Tal situação ajuda no esquecimento das atitudes básicas de civilidade e cidadania. Passaram a achar normal prejudicar um segmento da pobre população, desde que a ação tomada seja benéfica para um grupo mais poderoso, ou seja, aumento de mordomia para as classes superiores. Uma grande parte desta classe, já beira o nível dos desesperados. Não reclamam nem agem em defesa de seus direitos, pois são doutrinados a imaginar que poderão mudar o rumo de suas vidas com algum esforço (ou seja, fazer o papel de lacaio em silêncio) e dentro de alguns anos, se transformar num vitorioso empresário da Sociedade. Vivem num estado de conformismo e letargia, numa analogia com a síndrome do sapo fervido. Se um elemento deste nível se destaca em defesa dos interesses da alta classe, tem 90 % de chances de passar a integrar o time dos definidos. Em caso de falhas sucessivas, certamente será jogado na vala dos desesperados.

5 - Desesperados – turma composta pelo que sobrou. Seus elementos são os que exercem as atividades de pior remuneração, ficam desempregados por enormes períodos, tornam-se mendigos, ratos de praia, punguistas, estelionatários, traficantes, trabalhadores de minas, agentes sanguinários e coisas piores. Não possuem nenhuma chance de melhorar sua forma de sobreviver. São mantidos vivos para que os integrantes da classe de dominados pensem que suas vidas são razoáveis, pois existem outros em pior situação, na qual não desejam mergulhar. Assim não se empenham em se rebelar em defesa de seus direitos à uma existência melhor e permitem que os parasitas da humanidade continuem sugando suas forças lentamente.

6 - Desalmados – classe composta por elementos desajustados, normalmente oriundos da classe de desesperados (mas existem alguns poucos das demais). Vivem para fazer o mal por prazer. Regularmente, as 3 primeiras classes se aproveitam desta anomalia e “contratam” seus serviços para afastar desafetos de seus caminhos através de sabotagens e terrorismo. Quando estão de “folga”, arquitetam ações prejudiciais gratuitas às pessoas que eventualmente contrariem seus desejos. Apesar de serem poucos, conseguem resultados em suas investidas, pois adquirem armas com certa facilidade, contam com os fatores de surpresa e anonimato e são “protegidos” por advogados pagos por quem tem interesse em manter esta turma na ativa. São cultivados vivos e livres para que as “impressões digitais” de ações perpetradas pela 1ª. classe não sejam expostas à sociedade. Servem de bodes expiatórios nos casos de sabotagens e terrorismos que acontecem com certa freqüência, quando interesses comerciais não são resolvidos pelas vias diplomáticas (ou vias de suborno). São sacrificados quando oferecem perigo de fornecer documentos e os nomes dos mentores das ações criminosas contra a humanidade.
A tendência de mudar tal quadro é remota, pois a estrutura no momento está forte e rende altos dividendos na "indústria" do caos com a venda de "soluções" não duradouras e necessariamente substituíveis para obrigarem a volatilidade do capital pirata que gira no mundo sem pátria definida. A única chance de melhorarmos tal cenário é o fortalecimento da 7a. classe, que alguns acreditam ter sido exterminada pela poluição da hipocrisia que nos envolve, mas ainda possui alguns adeptos espalhados pelo Mundo ainda que com parcos recursos. É a classe dos Defensores. Resta-nos saber se temos tempo suficiente para estruturá-la a ponto de usar corretamente os recursos para combater a fome insaciável dos abutres que destroem o meio ambiente (e o inteiro também) em nome de uma efêmera riqueza que perderá todo o sentido após a devastação global.
Escrito em 2001 após a queda das torres gêmeas. Uma atmosfera típica de mistérios que envolvem os segredos do clube de Bilderberg dissecado por Estulin. (Anônimo pela Internet)

O envenenamento silencioso.

"Será uma ilusão tão grande e tão vasta que ela escapará da percepção deles".
"Aqueles que virem isso serão tidos como insanos.
Criaremos frentes separadas de atuação para evitar que eles vejam a conexão existente entre nós.
Comportar-nos-emos como se não estivéssemos conectados, para manter viva a ilusão.
Nosso objetivo será alcançado gota a gota, para nunca suspeitarem de nós.
Isso também evitará que eles vejam as mudanças à medida que ocorrerem.
Estaremos sempre acima do campo relativo da experiência deles, pois nós sabemos os segredos do absoluto.
Trabalharemos sempre juntos e permaneceremos ligados pelo sangue e pelo segredo. A morte virá para aquele que falar.
Nós manteremos suas vidas curtas e suas mentes fracas, enquanto fingimos ao contrário.
Usaremos nossos conhecimentos de ciências e tecnologia de forma sutil, para que eles nunca vejam o que está acontecendo.
Usaremos metais suaves, aceleradores de idade e sedativos nos alimentos e na água, e também no ar. Eles estarão cobertos de veneno em todas as direções que se voltarem.
Os metais suaves irão causar a eles a perda de suas mentes.
Prometeremos a cura em muitas frentes, no entanto, nós iremos alimentá-los com mais veneno.
Os venenos serão absorvidos pelas suas peles e bocas, levando-os a destruir suas mentes e sistemas reprodutivos.
De tudo isso seus filhos nascerão mortos e nós iremos esconder essa informação.
Os venenos estarão escondidos em tudo que os cercam, no que eles comem, bebem, respiram e vestem.
Precisamos ser espertos na disseminação dos venenos, pois eles veem longe.
Nós ensinaremos a eles que os venenos são bons utilizando imagens engraçadas e músicas bonitas.
Aqueles que eles procurarem irão ajudar. Nós os alistaremos para repassarem os nossos venenos.
Eles verão nossos produtos sendo usados em filmes e crescerão acostumados com eles e nunca saberão os seus verdadeiros efeitos.
Quando eles nascerem injetaremos venenos nos sangue de suas crianças e os convenceremos que é para ajudá-las.
Começaremos bem cedo, quando suas mentes estão jovens e nós visaremos suas crianças com o que as crianças mais amam; coisas doces.
Quando seus dentes estragarem nós os encheremos de metais que irão matar suas mentes e roubar seus futuros.
Quando a capacidade deles de aprender for afetada, nós criaremos medicamentos que tornarão mais doentes e que causarão outras doenças, para as quais criaremos ainda mais medicamentos.
Faremos com que eles sejam dóceis e fracos perante nós, usando o nosso poder.
Eles crescerão com depressão, devagar e obesos e quando vierem pedir ajuda, lhes daremos mais venenos.
Focalizaremos a atenção deles para o dinheiro e bens materiais, de tal forma que eles nunca possam conectar-se com seu eu interno.
Os distrairemos com fornicação, prazeres externos e jogos, tal que eles nunca possam ficar um com a unicidade do todo.
Suas mentes nos pertencerão e eles farão o que mandarmos.
Se eles recusarem, iremos encontrar modos de implementação de tecnologias de controle mental em suas vidas. Usaremos o medo como nossa arma.
Nós imporemos seus governos e estabeleceremos oposição dentro deles, controlaremos ambos os lados.
Nós iremos sempre esconder nosso objetivo, mas levaremos adiante o nosso plano.
Eles trabalharão para nós e prosperaremos com o trabalho deles.
Nossas famílias nunca se misturarão com as deles.
Nosso sangue precisa manter-se sempre puro, pois esse é o caminho para não sermos contaminados pelos nossos próprios venenos.
Nós os faremos eles se matarem entre si.
Nós os manteremos separados da unicidade através do dogma e da religião.
Nós controlaremos todos os aspectos da suas vidas e diremos a eles como e o que pensar.
Nós os guiaremos bondosa e gentilmente, os deixando pensarem que estão guiando a si mesmos.
Fomentaremos a animosidade entre eles por meio de nossas facções.
Quando uma luz brilhar entre eles, nós iremos extingui-la usando o ridículo ou a morte, o que nos for melhor.
Iremos fazer com que rompam os próprios corações e matem suas próprias crianças. (incerteza na educação, opiniões diversas e incoerentes entre si, apelo a diversidade de opiniões, contraditando preceitos antigos arraigados na educação descendente)
Conseguiremos isso usando o ódio como aliado a raiva como nossa amiga.
O ódio irá cegá-los totalmente e nunca verão que, de seus conflitos, nós emergiremos como seus governantes.
Eles estarão ocupados se matando.
Eles se banharão em seu próprio sangue e matarão seus vizinhos durante o tempo em que acharmos conveniente.
Nós nos beneficiaremos muito desse fato, pois eles não nos verão, já que eles não conseguem nos ver.
Continuaremos a prosperar devido as suas guerras e suas mortes.
Repetiremos isso sem cessar, até que o objetivo final seja alcançado.
Usaremos as ferramentas que dispomos para isso.
As ferramentas serão fornecidas pelo próprio trabalho deles.
Faremos com que odeiem entre si e odeiem seus vizinhos.

Este texto extremamente inquietante, trás um alerta de que é possível fazermos algo pela natureza.
E dessa forma, precaver-nos e aos nossos filhos e netos dos riscos da sociedade de consumo que nos tem consumido por meio da alienação.
As pessoas estão obcecadas pelo consumo e pelo trabalho desprendendo-se das coisas realmente importantes.
Comercializados desde a 1920, o DDTs, ou dicloro difenil tricloroetano, foi sintetizado em 1874.
Todos os anos registram-se, no mundo, mais de 300 milhões de casos de contaminação, dos quais, 1 milhão resulta em morte.
A fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização ou uso do DDT foi proibida no Brasil pela Lei 11.936 de 14 de maio de 2009.
Acumula-se na cadeia alimentar, causando alterações genéticas e dificuldades de aprendizado, altera a produção hormonal e desregula o sistema nervoso e reprodutivo.
Considerado cancerígeno humano.
E o BCPs, ou bifenilos policlorados, sendo usado largamente em transformadores e condensadores, trocadores de calor, sistemas hidráulicos, óleos industriais, tintas, adesivos, plásticos, retardadores de chama e mesmo em estradas como controladores de poeira.
Fabricados nos EUA de 1930 a 1970, período em que foram comercializados mais de um bilhão de quilos.
A maior parte dos países proibiu sua produção nos anos 70, mas há enormes quantidades em circulação.
Calcula-se que dois terços do que foi produzido continue em uso ou no meio ambiente: de forma controlada, ou não.
Virtualmente, todas as pessoas têm PCB acumulado nos seus corpos.
A exposição crônica, mesmo em baixas concentrações, pode causar dano no fígado, disfunções reprodutivas, debilidade no sistema imunológico, desordens endócrinas e neurológicas, além de desenvolvimento infantil.
Os PCBs causam efeitos profundos no desenvolvimento intelectual.
É considerado um cancerígeno humano provável.
É importante lembrar, que toda vez que são usados produtos químicos para combater doenças, esses matam não só os insetos vetores, como também, seus predadores naturais, pássaros e outros predadores naturais, aumentando o desequilíbrio ecológico.
Na Convenção de Estocolmo, sobre poluentes orgânicos persistentes, foi criado um grupo de especilistas, com base em estudos científicos, identificaram 12 produtos químicos de alto risco para a saúde e o meio ambiente, dentre eles: aldrina e dieldrina, endrina, clordano, heptacloro, DDT, toxafeno e mirex; hexaclorobenzeno e PCBs;
dioxinas e furanos.
Os produtos químicos tóxicos são, hoje, o que os vírus foram cem anos atrás – a fonte oculta da maioria das doenças. Hoje, estamos tão imersos em produtos químicos no nosso dia-a-dia, que alguns dos males mais recentes — síndrome do edifício doente, sensibilidade múltipla a químicos — devem seus nomes a eles".


Uma praga deste século

Lynne McTaggart

Se alguma coisa mudou a natureza de nossa saúde nos últimos 30 anos é a praga de novos produtos químicos que nos cercam, em nossos lares, em nosso ar, em nossa água, em nossos alimentos — ou seja, em praticamente tudo que usamos na vida moderna. Os produtos químicos tóxicos são, hoje, o que os vírus foram cem anos atrás – a fonte oculta da maioria das doenças. Hoje, estamos tão imersos em produtos químicos no nosso dia-a-dia, que alguns dos males mais recentes — síndrome do edifício doente, sensibilidade múltipla a químicos — devem seus nomes a eles.
Os pesticidas não são usados somente nas lavouras e nos jardins. Os serviços públicos pulverizam várias áreas recreativas com pesticidas — parques, campos de golfe, praças —, para que o gramado fique mais bonito.
Dentro de casa, a sobrecarga de produtos químicos é ainda maior. Nos últimos 30 anos, muitos materiais e produtos químicos novos fabricados pelo homem chegaram aos nossos lares. Um estudo da Agência Americana de Proteção Ambiental comparou a poluição dentro e fora de casa e concluiu que as pessoas pesquisadas respiravam de duas a cinco vezes mais produtos químicos nocivos à saúde dentro de casa do que no jardim — mesmo vivendo em cidades altamente poluídas.
Encabeçando a lista de produtos químicos que transformam o ar que respiramos dentro de casa em uma virtual sopa química estão os compostos orgânicos voláteis, derivados petroquímicos encontrados em praticamente todos os materiais de construção e decoração — tintas, carpetes, compensados, painéis de madeira, muitos tecidos e adesivos. À temperatura ambiente, esses produtos químicos exalam lentamente vapores tóxicos. Só os carpetes podem conter mais de 120 produtos químicos quando adicionamos pesticidas, rodenticidas, retardantes de fogo, repelentes de manchas, produtos antiestáticos, colas, corantes e outros que os tornam mais duráveis e fáceis de limpar.
E não podemos esquecer os produtos químicos tóxicos que fazem parte do nosso arsenal de higiene pessoal. Um simples frasco de xampu pode conter um coquetel de 10 ou mais químicos tóxicos, como o laurilsulfato de sódio — em pastas de dentes e na maioria dos sabonetes e xampus —, que é um detergente utilizado para limpar motores industriais.
Apesar da crescente comprovação de que produtos químicos estão fazendo muitas pessoas ficarem doentes, o sistema médico insiste em afirmar que os micróbios são a única fonte de doenças e considera qualquer outro problema imaginação fértil. Foi esta a conclusão a que chegou o relatório do Royal College, emitido em 1996, sobre a síndrome da fadiga crônica e a sensibilidade múltipla a químicos.
Para entender as doenças degenerativas mais desconcertantes do Século 20, como esclerose múltipla, câncer ou AIDS, a medicina moderna precisa livrar-se da noção de que todas as doenças têm uma única causa e começar a pensar em termos de sobrecarga tóxica.
Embora muitos estudos científicos excelentes provem que os produtos químicos podem prejudicar a saúde, a questão é saber exatamente como isto acontece. Simplesmente examinando sua composição molecular, não há como determinar, por exemplo, se um produto químico rompe hormônios.
Um problema ainda maior é o efeito combinado dessas substâncias. Sabemos agora que o efeito combinado de dois ou três pesticidas, em níveis baixos, encontrados na maioria dos ambientes modernos, aumenta em até 1.600 vezes o efeito de cada um dos produtos químicos usados isoladamente. Isso deveria ser suficiente para testar os produtos químicos em combinações. Mas, como mostra a publicação Rachel’s Environment & Health Weekly, de 13 de junho de 1996: "Para testar apenas os 1000 produtos químicos tóxicos mais comuns em combinações de três, seria necessário fazer no mínimo 166 milhões de experimentos. Mesmo que cada experimento durasse apenas uma hora e 100 laboratórios trabalhassem 24 horas por dia, sete dias por semana, testar todas as possíveis combinações tri plas de 1000 produtos químicos levaria mais de 180 anos."
Essa constatação impressionante exige que todos nós protestemos mais alto contra a indústria para evitar o uso de todos os produtos químicos que não tenham sido amplamente pesquisados. Devemos insistir que, antes de comercializá-lo, os fabricantes tenham a responsabilidade de provar que um produto químico não é nocivo à saúde. O que acontece agora é que a maioria dos produtos químicos é considerada inocente até que se prove sua culpa.
E, o que é mais importante, não podemos mais permitir que a tríade mortal dos conglomerados médico, farmacêutico e químico continue alegando que o início de uma ampla epidemia ambiental só existe em nossas cabeças — uma alegação que lhes permite saírem ilesos.
_____Fonte: The Ecologist, Vol 30, nº 5, julho/agosto 2000

A irresponsabilidade capitalista.

A inconseqüência do desgoverno capitalista chegou ao limite da incompetência ao produzir um desfalque mundial, com base no modelo desenvolvido a partir de 1930 apoiados nas teorias de Haiek e incorporado ao mundo pelos títeres Ronald Reagan e Margareth Tatcher na década de 80.
Na tentativa de sugar as últimas esperanças do mundo ao levar a cabo o modelo neoliberal, que globalizou a economia sob o pretexto de que seria melhor para todos e de que todos os países pobres iriam lucrar juntamente com o primeiro mundo, vendendo a ilusão do consumismo exacerbado, como padrão ideal de comportamento na direção dos avanços da tecnologia, como se esta resolvesse todas as mazelas sociais, inclusive as questões morais e éticas.
O pior é que, embora o atual governo tenha providenciado todos os meios econômicos para evitar qualquer crise reorientando o mercado exterior para uma menor dependência dos mercados financeiros mundiais, ou seja, mesmo “fazendo a lição de casa”, como sempre dizem aos nossos governos, mesmo assim, somos vitimados pela irresponsabilidade da elite financeira multinacional com conseqüências ainda imprevisíveis, devido à extensão do malefício causado e a confusão financeira gerada, provavelmente, com a finalidade de mover o mundo para um novo modelo econômico no qual novamente seremos as vítimas.
Ao lembrar Celso Furtado, quando comentou sobre a privatização do lucro e socialização do prejuízo, o presidente antecipou a informação de como os banqueiros e rentistas pretendem que se resolva a questão, ou seja, meta-se a mão no bolso do cidadão honesto e trabalhador para o resgate do patrimônio dos barões das finanças.
O evento econômico causado pelo “mercado” e sua a mão invisível regulamentadora, destruiu a economia e a esperança de países criados pela poupança de seus cidadãos, pelo trabalho com muito sangue, suor e luta para que fosse manipulado pelos ladrões de paletó e gravata com a única preocupação de acumulação de riqueza absolutamente inútil, levando a miséria bilhões de pessoas no mundo todo, em um furto de 10 trilhões de dólares, simplesmente, para ostentarem junto aos outros irresponsáveis, qual deles tem a maior e inútil fortuna.
Pessoas com esse entendimento da realidade deveriam ser expulsas da sociedade, pessoas com esse desvio de caráter deveriam ser levadas aos manicômios para tratamento e lá esquecidas, pessoas como essas que deveriam povoar as cadeias, pois para que serve ganhar ou guardar em ativos financeiros importâncias valoradas em milhões de dólares, qual a finalidade de tal desejo incompreensível de riqueza em desfavor daqueles que necessitam do mínimo para se manterem e não o tem? Para que esse maléfico desejo de ostentação, muitas das vezes suportadas pelos títeres sociais?
Escondem-se em partidos políticos, nas mais diversas religiões, nos diversos segmentos da sociedade, enrustidos, travestidos de cidadãos honestos e de bem, para assim alimentarem sua ganância desmesurada, seus desejos patrimonialistas e sem qualquer impedimento construírem inúteis palácios ou impérios econômicos e financeiros a revelia dos interesses da sociedade.
Para que tanto luxo, doutor?
Para essa finalidade, usurpam, destroem, corrompem, traficam drogas ou influência, ou ambas, sangram aqueles que humildemente acreditam nas suas falácias, nas suas mentiras criando novos e invisíveis parâmetros apoiados por uma mídia podre e comprada a peso de ouro de jornalistas incompetentes e tão irresponsáveis quanto estes.
Onde iremos parar?
Solução há! Como a de guarnecer a sociedade com políticas públicas de interesse comum, o que basicamente está disponível na Constituição, usando os recursos do Estado para regularizar as diferenças sociais absurdas que temos vivenciado incrustadas de violência e miséria, como se houvesse um obstáculo intransponível, nada é feito.
Ocorre que entre destinar dinheiro para programas sociais e pagar juros para a banca internacional, sempre a preferência recai para o pagamento de juros, como ocorreu na época das malfeitas privatizações, quando perguntado se os recursos da venda de empresas, que eram do povo brasileiro, iriam para a área social o Pedro Malan foi taxativo, "o dinheiro será usado para o pagamento de juros!"
A verdade é que o Estado não pode deixar os seus cidadãos na miséria, não pode aceitar que pessoas vivam em favelas, vivam sem saneamento básico e nem as condições mínimas de higiene e saúde, como temos visto em todo o país, abandonadas a míngua por aqueles que tem obrigação de lhes oferecer o mínimo, para depois quando se depararem com a violência decorrente do abandono dizer que a culpa e só da sociedade, estes governantes e políticos irresponsáveis estariam isentos de culpa.
Programas sociais de estabilização dessas populações abandonadas à própria sorte devem continuar a busca da solução definitiva disso, para que não sofram mais ainda com irresponsabilidades da tal “mão invisível” do mercado a qual estes não tem controle, ninguém tem, somente os rentistas internacionais.
Chega de mentiras de que se derem condições de vida aos mais pobres eles podem derrubar o sistema criando um modelo comunista ou coisa assim, não é cabível tamanho absurdo, como também não é possível a manutenção de exclusão de 40% da sociedade dos benefícios por eles mesmos criados, por meio do trabalho e poupança, em um país riquíssimo como o nosso, mas que é vendido pela mídia, principalmente a televisiva, como país de segunda categoria.
Chega dos oportunismos midiáticos em defesa dos interesses da acumulação de fortunas, por aqueles irresponsáveis sectários na defesa de seus interesses, que nem eles e nem seus tetranetos, gastarão a riqueza arrecadada, devido à finitude da vida, mas por outro lado, levarão a penúria várias gerações de pessoas.
Está na hora de retomarmos a condução da situação e nós mesmos orientarmos os caminhos que esta nação deva trilhar, sem a interferência alienígena que tanto mal tem feito a esse país.
Não precisamos dos arquétipos teóricos criados em outros países de cultura e geografia completamente diferente da nossa apregoados como modelos gerais mundiais e ideais as nossas necessidades.

Chega dos liberais e neoliberais de plantão prontos defender o interesse dos banqueiros e das empresas multinacionais, em detrimento do povo brasileiro.

Zelaya e o Brasil.

Honduras vive um momento crítico na luta pela democracia.
O presidente legitimamente eleito pelo povo hondurenho se vê diante da subversão dos direitos constitucionais, que todos devem cuidar, para o rigor maior que é a manutenção da democracia.
Pelo que é possível entender pelas notícias aqui veiculadas, uma vez eleito o presidente de direito Manuel Zelaya, com a finalidade de proceder a mudanças constitucionais, propôs um projeto ao congresso com essa finalidade, não importa se o objetivo fosse mudar toda a constituição hondurenha, desde que haja consenso, politicamente, tudo pode ser mudado.
Nada mais próprio, pois a este cabem as decisões legais em qualquer país democrático do mundo, como no Brasil, que já acumula 57 mudanças constitucionais desde 1988, sem que houvesse a menor turbulência política.
Abruptamente, os golpistas de plantão, sacaram da constituição hondurenha pretensas cláusulas pétreas, sem as necessárias observações às regulamentações legais e em seguida, sem ao menos encetar um processo de impeachment, expulsaram-no do país bem ao estilo e gozo dos reacionários brasileiros, saudosos do golpe de 64, tão ansiosos para que o Brasil vire novamente uma colônia legalmente constituída, mas desta vez dos EUA, que é muito mais chique.
Zelaya, presidente legalmente eleito, foi substituído pelo fantoche de plantão, que não admite ser chamado de presidente de fato, Roberto Micheleti, apoiado pelos militares irresponsáveis que acreditavam no subsídio dos EUA, esquecendo-se que o desgoverno Bush acabou, acabaram por ouvir de Obama que ele não quer nem saber, eles tem de devolver o poder legal para o legítimo representante do povo – Manuel Zelaya.
A situação ficou bem complicada a partir de então, sem apoio dos EUA, sem apoio do resto da América Latina, sem apoio da OEA e da ONU, os golpistas, na verdade bandidos de primeira grandeza, passaram a descortinar um futuro não muito bom, pois o que fizeram não está previsto na constituição hondurenha, mas a punição está.
Nela está descrito o escopo e o ato praticado ao delinearem em seus artigos que o servidor público ao praticar a destituição de presidente eleito será rigorosamente punido.
As eleições marcadas para novembro pelos golpistas, não serão reconhecidas pelos países vizinhos, por entenderem ser Zelaya o presidente do país.
A escolha pela embaixada brasileira em Tegucigalpa foi a mais natural decisão pela importância do Brasil e pela posição do Presidente Lula de não apoiar esse tipo de comportamento irresponsável.
Novamente os brasileiros subversivos, como os golpistas, criticam a decisão de acolher Zelaya, como se este fosse o bandido e apóiam o golpe descaradamente, numa absurda inversão de valores, para a defesa da ideologia do medo, da discórdia e dos procedimentos secretos contra a liberdade e a independência dos povos.
Esperamos o retorno Zelaya e a normalidade para o povo hondurenho e para os bandidos golpistas, uma cadeia bem dura e por um bom tempo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O alienado e cortês

Coitado do cortês J. Nunes, o bom senso para ele morreu, acredito que ele morreu junto.

O pior que morreu a família toda.

Ele perdeu mais que o bom senso, perdeu o senso crítico.

O grande problema do J. Nunes é ser mal informado, caso assim não fosse, não escreveria esse conjunto de inutilidades sobre bom senso e pedisse para circular a outros corteses via internet, isso sim é uma grande falta de bom senso.

Ao generalizar o comportamento humano pelo noticiário da televisão, ele perdeu definitivamente o senso crítico e em defesa da indústria de armas, nos dá a idéia de que deveríamos todos criar a nossa própria defesa e de que direitos humanos existem para criminosos, enquanto é exatamente o contrário, aos criminosos - cadeia.

É importante saber que a mídia mundial é controlada por quatro empresas norte-americanas: CNN, CBS, NBC e FOX.

Estas empresas somente noticiam aquilo que interessa aos EUA e seus aliados econômicos, as empresas multinacionais e aos banqueiros internacionais, seguindo a ideologia deles, ou seja, a ideologia do lucro, do dinheiro, pouco importam as pessoas.

Assim, não há a menor possibilidade de isenção por parte delas, pois quem as sustenta detêm o poder mundial.

Da mesma forma, no Brasil, aqueles que acreditam na Rede Globo, Veja, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, denominados por alguns jornalistas conscientes como o PIG – Partido da Imprensa Golpista, por causa das mentiras veiculadas em seus jornais diários, vivem em outro mundo, um mundo virtual engendrado por estes.

Criam à ilusão de defenderem os interesses do povo brasileiro, quando na verdade, defendem os interesses alienígenas, dos multimilionários especuladores, pregando que um país maravilhoso como o nosso, com um povo encantador e de riquezas abundantes seja um país “emergente” e assim devesse ficar.

O Brasil, desde 2007, ocupa a 6ª posição no “ranking” da economia mundial, respondendo por 2,88% da riqueza produzida no mundo e PIB de quase US$ 2 trilhões, de acordo com o Banco Mundial, sem computar as riquezas geradas pelo pré-sal, que começou a criar o interesse de estrangeiros em investimentos no país, mesmo com recursos dele provenientes previstos para daqui a alguns anos.

O nosso país, que de “emergente” não tem nada, ao rivalizar-se economicamente com países como Inglaterra, França e Alemanha, tidos como de primeiro mundo.

Mas, essa e outras notícias importantes passam despercebidas pela maioria das pessoas ou são mascaradas pela mídia, de outra forma, como justificar diferença tão grande entre a população mais rica e a mais pobre, a péssima distribuição de renda entre elas, sendo o Brasil considerado o país com a segunda pior distribuição de renda no mundo, perdendo somente para Serra Leoa, na África.

Se não houvesse o mito do país “emergente”, como justificar que o povo viva tão mal, com a falta de educação, saúde, transporte, habitação, enquanto as multinacionais e bancos ganham tanto dinheiro? Fazendo vultosas transferências para as matrizes.

Como justificar a violência e o tráfico de drogas? Como justificar a violência contra as crianças, abandonando-as ao trabalho escravo? Tendo sido escravos desse sistema perverso, seus pais também? Como justificar o mito de que pobre não gosta de trabalhar e que se receber ajuda vai ficar mais vagabundo ainda?

Mesmo com o melhor governo que este país teve nos últimos 500 anos, pois o atual governo conseguiu promover a ascensão de classe social a 31 milhões de brasileiros, entre 2003 e 2008, segundo pesquisa da FGV, baseada no PNAD 2008, graças ao programa Bolsa Família, milhões de famílias estão saindo do ciclo da miséria, além de outras ações sociais, como o reajuste do salário mínimo acima da inflação, é difícil debelar o mito.

Em um país rico como o nosso não se justifica um sistema tão perverso de distribuição de renda, no qual os 10% mais ricos ficam com 47% da renda total do país, enquanto os 50% mais pobres, com apenas 12%, dados de 2003, segundo o PNAD/IBGE.

Muito menos ainda, tanta violência praticada contra os mais pobres, tanto na cidade como no campo, tratando, por exemplo, os membros do MST como bandidos e o que na verdade eles buscam é o direito constitucional a propriedade, negada pelos grileiros e usurpadores, defendidos por maus políticos, maus empresários e pela mídia irresponsável, transformando um direito em luta ideológica.

Nenhum país, em nenhum lugar do mundo pode ter pessoas passando fome, é uma vergonha que se conviva com tamanho absurdo, com tanta desumanidade, esse é um mal a ser combatido, o mundo tem recursos financeiros suficientes para isso e ainda sobra.

A mídia noticia essas informações de maneira distante, como se fosse um problema insolúvel e pontual, que não tivesse ao nosso alcance a sua solução, que caberia a outros e não a nós.

Mas a verdade é que se trata de responsabilidade de todos nós e não algo singular, pois aqueles melhores aquinhoados com a sorte, baseados em notícias hipócritas divulgadas pela mídia, desconhecem a realidade do povo, as causas reais da violência e os riscos que os mais pobres são diariamente acometidos, por conta da sua maior vulnerabilidade.

Temos de buscar informações em outras e variadas fontes para consolidar o nosso conhecimento sobre as causas e as consequências da situação que este país se encontra, assumindo nossa responsabilidade sobre o que acontece, para revertermos à situação que chegamos e permanecemos.

O J. Nunes, no conforto do lar, fica a pensar no seu próprio umbigo, alienado da realidade e entre uma novela e outra, assiste o jornal nacional e lê bobagem.

Na verdade não sei se o J. Nunes é mal informado ou tendencioso, não o conheço! Mas, conheço as consequências das mentiras a que somos submetidos pela mídia: miséria, corrupção, escravidão, alienação política e cultural, etc...

domingo, 26 de julho de 2009

DEMOCRACIA TERRORISTA

Um histórico do Imperialismo dos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos da América, desde sua fundação, têm defendido a liberdade e a democracia, defendido esse sistema político no seu país e no mundo, principalmente quando se coloca como o maior exemplo de democracia do mundo. Seu sistema democrático divide a eleição em duas partes, uma direta e outra indireta, possuindo entraves burocráticos que permitem o controle do resultado final das eleições pelo processo de voto indireto, por meio do chamado Colégio Eleitoral. Este órgão foi criado em 1787, logo após a independência, juntamente com a constituição, para evitar que a escolha do presidente ficasse à mercê do voto popular direto, garantindo o controle do poder pela elite política do país, que temia novas revoltas sociais como a de Shays. Para manter o caráter democrático, as eleições diretas têm de acontecer e elas ocorrem, mas o Colégio Eleitoral é quem dá a última palavra. O caso mais recente de problemas que essa forma de democracia provocou foi a crise gerada pela eleição de George W. Bush, vitorioso sobre Al Gore, respectivamente dos partidos Republicano e Democrata.
A estrutura partidária também é bastante burocrática, permitindo que por mais de dois séculos esses dois partidos se alternem no poder sem dar oportunidade a nenhum outro grupo político. Logicamente esses dois partidos foram o resultado da divisão do poder entre as duas tendências do grupo de líderes políticos que declarou a independência norte-americana, fez a constituição dos EUA e criou a estrutura eleitoral, incluindo o Colégio Eleitoral e a parte das eleições que são indiretas, além de outras regras que dificultam a ascensão de novos partidos. Tudo isso para que essa elite nunca mais saísse do poder e evitasse que outros grupos políticos pudessem vir a crescer e dominar a vida política da nação.
Os EUA sempre foram o maior defensor da democracia e da liberdade de expressão, pregando a luta pela autodeterminação dos povos. Mas, na prática, têm um currículo invejável de atrocidades, guerras, conquistas, intervenções e ocupações militares, e ainda, a manutenção de governos ditatoriais ‘fantoches’ no mundo todo, financiando ou armando grupos políticos que representem seus interesses no país em questão.
A própria formação do território norte-americano está manchada do sangue de 1 milhão de indígenas de diferentes tribos (creeks, choctaws, cherokees, sioux, apaches, chiekasaws, seminolas), todas consideradas ‘inferiores’, que foram expulsas de suas terras e simplesmente exterminados. A ‘Doutrina do Destino Manifesto’ justificava essa “carga” ao homem branco norte-americano: civilizar outros povos, em especial os chamados povos bárbaros, como os indígenas. As guerras expansionistas começaram com a invasão da Flórida ocidental em 1812 (totalmente anexada em 1819), numa guerra envolvendo a Espanha e sua aliada, a Inglaterra, que voltou a ser enfrentada em 1814 numa disputa por territórios ao norte. Em uma grande guerra iniciada em 1845 e prorrogada de 1847 a 1848, contra o México, os Estados Unidos tomaram metade do território mexicano, localizado onde hoje estão os estados do Texas, Califórnia, Novo México, Arizona, Nevada, Utah e partes do Colorado, Kansas e Oklahoma. Não é à toa que o presidente mexicano Porfírio Díaz declarou: “Pobre México! Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”.
Em 1867, os EUA adquiriram e anexaram o Alaska. Em 1869 invadiram as Ilhas Midway e em 1887 ocuparam Pearl Harbor. Em 1898 os EUA anexaram o Havaí, ocuparam militarmente Cuba, Porto Rico e Guam (estes dois últimos anexados) e invadiram as Filipinas (onde morreram 100 mil filipinos) após uma grande guerra imperialista contra a Espanha na qual os estadunidenses saíram vitoriosos e transformaram as Filipinas em colônia. Em 1899 ocuparam o arquipélago de Samoa. Em 1916 os EUA anexaram as Ilhas Virgens.
A doutrina Monroe (1823), ‘a América para os americanos’, serviria de justificativa para centenas de intervenções na América Latina. No final do mesmo século e no início do séc. XX, a América Central começaria a sofrer cada vez mais com o imperialismo estadunidense, que considerava esta região seu quintal e ali interviria cada vez mais freqüentemente.
Entre 1898 e 1901 os EUA ocupam a ilha cubana e a partir de 1901 impõem um protetorado sobre Cuba, que incluía a ocupação militar da ilha e a construção de uma base naval ao sul de Guantánamo. Até a nova constituição cubana autorizava a intervenção militar estadunidense no país, através da Emenda Platt de 1901. Na ilha cubana os EUA mantiveram seu domínio com governos fantoches entre 1901 e 1906, de 1909 a 1917, entre 1924 e 1933 e foi governada pelo ditador Fungêncio Batista de 1934 até 1944 e de 1952 até 1959, alternado por outros governos fantoches. Entre os períodos onde Cuba foi governada por representantes diretos dos interesses dos Estados Unidos, a ilha foi invadida e ocupada por tropas estadunidenses (1906-1909, 1912, 1917, 1921-1923, 1933).
O domínio estadunidense na ilha cubana só acabou com a Revolução de 1959 e o posterior alinhamento de Cuba com os soviéticos (1961), mas, mesmo assim, os EUA deram apoio a diversos grupos de oposição ao governo cubano, chegando a organizar o desembarque na Baia de Porcos, para onde enviou rebeldes cubanos e agentes da CIA para tentarem depor Fidel Castro. Entre 1959 e 1966 a CIA chegou a organizar 24 planos diferentes para assassinar Fidel Castro, desses 8 foram levados adiante mas fracassaram. Através do seu serviço secreto, os EUA introduziram em Cuba diversas doenças e pragas até então desconhecidas na ilha como peste suína africana, praga de arroz, doença de Newcastle em aves, carvão e ferrugem da cana-de-açúcar, mofo azul do tabaco, ferrugem do café, conjuntivite hemorrágica e dengue.
Os EUA fomentaram o separatismo na província do Panamá, até então território da Colômbia, onde queriam construir um canal ligando o Atlântico ao Pacífico. Em 1903 ocupam o recém-criado território panamenho para construir ali o Canal do Panamá, tomando parte do território deste país (a zona do canal). O presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, o ‘fundador’ deste país declarou apenas: “Eu tomei o Panamá”. O Panamá seria ocupado até 1918, quando os EUA interviram novamente no país. As tropas estadunidenses só sairiam em 1999, tendo intervindo militarmente no país em outras situações como 1923, 1964 e 1989. Mais recentemente o Panamá foi governado por ditaduras militares pró-EUA de 1968 a 1981 e de 1983 a 1989.
Em 1903, ocorre a primeira intervenção estadunidense na República Dominicana (na época São Domingos). A República Dominicana é ocupada pelos exércitos estadunidenses em 1905 e novamente entre 1916 e 1924, sendo que de 1905 até 1941 foi, na prática, uma colônia estadunidense, num período em que os EUA recolheram os impostos do país para si. Foi governada pelo ditador Rafael Trujillo de 1930 a 1960, representante dos interesses estadunidenses. Outras ditaduras financiadas pelos EUA governaram o país de 1960-61 e 1963-1965. A ilha foi invadida em 1965 por tropas da OEA (Organização dos Estados Americanos) lideradas por 22 mil soldados dos Estados unidos e uma nova ditadura pró-EUA foi implantada entre 1965 e 1978. Ainda em 1903 os EUA invadiram Honduras pela primeira vez em nome das companhias norte-americanas exportadoras de frutas como a United Brands e a United Fruit Co., que até hoje controlam o país, fato que lhe rendeu o apelido de "República das Bananas", depois estendido a outros países da região.
O Haiti foi ocupado por tropas norte-americanas em 1914 e esse domínio continuou até 1936, passando posteriormente por governos fantoches que incluíram ditaduras entre 1946 e 1950, de 1956 até 1986 e de 1987-1990. Em 1991 os EUA voltaram a intervir no país e em 1994 o Haiti foi novamente invadido por tropas estadunidenses, que colocaram um novo governo no poder.
Na Guatemala, os EUA apoiaram governos fantoches de 1906 até 1944. Derrubaram governos democráticos e implantaram ditaduras militares com intervenções militares em 1954, durando até a 1965, e novamente de 1970 a 1985. Durante essas ditaduras fortemente repressoras, o país passou por grandes conflitos internos entre o governo ditatorial pró-EUA e terroristas de direita, de um lado, e guerrilheiros de esquerda do outro, numa verdadeira guerra civil. Teve como trágico resultado cerca de 120 mil mortos, a maior parte civis ou membros da oposição.
Tropas norte-americanas invadiram a Nicarágua em 1909 e novamente em 1912. Entre 1912 e 1933 a Nicarágua foi uma colônia norte-americana, constantemente ocupada pelos marines. Um pequeno grupo de oposição formado por camponeses lutava contra a ocupação, liderados por Sandino. Após este período, os EUA entregaram o governo do país para a família Somoza, que governou o país com uma forte e opressora ditadura de 1936 a 1979, sempre representando os interesses estadunidenses no país. A pedido do embaixador norte-americano, Sandino foi assassinado durante o que deveria ser uma reunião para negociações de paz em Manágua. Graças ao apoio estadunidense e a corrupção generalizada, a família Somoza construiu uma fortuna de mais de um bilhão de dólares, sendo proprietária, direta ou indiretamente de quase todas as terras do país.
O domínio estadunidense no país se estende até 1979, quando o novo governo, formado por sandinistas, tentou implantar um regime de tendências socialistas. Mas os EUA financiaram guerrilheiros anti-sandinistas (os chamados ‘contras’), que juntamente com o embargo norte-americano, arrasaram a economia do país e permitiram a subida ao poder de um governo pró-EUA em 1990, após a morte de mais de 30 mil nicaragüenses. A Nicarágua chegou a apelar para o Tribunal Penal Internacional contra a atitude norte-americana, onde venceu, mas os EUA não aceitaram acabar com o crime contra esse país, nem pagar as indenizações que o tribunal lhe impusera. Posteriormente a Nicarágua pediu à ONU que votasse uma determinação para que todos os países respeitassem o direito internacional e o princípio de autodeterminação dos povos, mas os EUA vetaram.
El Salvador passou por ditaduras de direita apoiadas pelos EUA entre 1931 e 1944, de 1960 a 1967, de 1969 até 1979. Durante essas ditaduras o país passou por intensos conflitos sociais e uma verdadeira guerra civil entre guerrilheiros de esquerda e de direita. Estes últimos, conhecidos pelo apelido de “O Batalhão”, apoiados pelo governo e pelos EUA, foram responsáveis por alguns dos mais violentos massacres da América Latina, não poupando velhos nem crianças. Muitas vezes os membros da oposição eram presos pelo “batalhão”, torturados e depois arrastados pelas ruas da cidade até que toda a carne se desprendesse dos ossos. Os EUA chegaram a invadir o país em 1979 para ‘regularizar a situação’ e colocar no poder uma nova ditadura, extremamente repressora, nos anos seguintes (1980-82) mas permitindo que o mesmo grupo permanecesse no poder até 1994. Estes longos conflitos , mais intensos no final dos anos 70 e início dos 80, resultaram em mais de 60 mil mortos, a maior parte da oposição.
Em 1980, os EUA apoiaram a ascensão de uma ditadura no Suriname. Em 1983 os Estados Unidos invadiram a ilha de Granada para depor um governo de esquerda que contrariava os seus interesses, implantando um governo pró-EUA.
No México, os EUA realizaram outra intervenção militar em 1914, dando suporte para a ascensão de governos autoritários, que formariam nos anos 20 o Partido Revolucionário Institucional (PRI), passando a governar o México com um governo de partido único, mas de fachada democrática, sempre apoiado pelos EUA. Este grupo político permaneceu no poder até o ano 2000. Como resultado, hoje os EUA comandam praticamente toda a economia mexicana, em especial os recursos naturais, como minerais metálicos e o petróleo, sendo que 95% das exportações de petróleo mexicano, hoje, vão para os EUA.
Na Venezuela, um grande produtor de petróleo já no início do séc. XX, os EUA financiaram ditaduras como a de Juan V. Gomez, que escancarou as portas da economia venezuelana para as empresas petrolíferas norte-americanas de 1908 até sua morte em 1935. Os EUA mantiveram outras ditaduras no país de 1936 a 1945 e de 1949 até 1958.
Durante toda a Guerra Fria os EUA financiaram diversas ditaduras no mundo, mas principalmente no seu quintal: a América Latina. Além das já citadas na América Central, temos na América do Sul governos fantoches ‘democráticos’ que reprimiram violentamente toda forma de oposição, mas principalmente movimentos de esquerda na Colômbia e na Venezuela (principalmente após os anos 60). Temos também ditaduras implantadas com apoio dos EUA no Equador, (1963-1968 e 1972-1979), no Peru (1968-1980 e 1992-2001) e no Uruguai (1972-1984). Na Bolívia foram vários golpes e governos ditatoriais nos períodos de 1952-1964, 1965-1966, 1969-1970 e 1971-1982. No Paraguai, além da ditadura de direita apoiada pelos Estados Unidos de 1940 a 1947, o General Stroessner ficou no poder de 1954 até 1989, uma das mais longas ditaduras militares da história.
No Chile, após um curto governo de tendências socialistas, formado pelos social-democratas e socialistas chilenos, que nacionalizou as minas de cobre, o presidente Allende foi morto no sangrento golpe de 11 de Setembro de 1973, organizado pela própria CIA e com participação de marines norte-americanos, onde até o palácio presidencial La Moneda e a residência do presidente Allende foram bombardeados. Este golpe marca o início de uma violenta ditadura liderada por Pinochet que durou até 1990, sustentado pelos escusos interesses estadunidenses.
Na Argentina (1966-1973 e 1976-1984), da mesma forma, os militares que dirigiram o país foram responsáveis por milhares de desaparecimentos políticos, casos de torturas, estupros, assassinatos e espancamentos, contabilizando um total de mais de 35 mil mortos, em nome da “defesa da democracia”.
No Brasil, após um curto governo nacionalista, que tentou fazer uma tímida reforma agrária e algumas nacionalizações, foi organizado um golpe militar em 1964, também com participação e supervisão da CIA, do Departamento de Informação do Pentágono (Cel. Vermon Walters), da embaixada dos EUA ( embaixador Lincoln Gordon) e de apoio militar estratégico dos EUA (na operação Brother Sam), que chegaram a enviar um porta-aviões (o Forrestal), um porta-helicópteros, 6 destróieres, esquadrilhas de caças, petroleiros e 100 toneladas de armas leves para apoiar o golpe. Caso a população resistisse ao golpe, as tropas estadunidenses desembarcariam no país. A ditadura militar no Brasil durou até 1984, mas somente em 1989 voltaram a ocorrer eleições diretas.
A repressão e perseguição política, o fim da liberdade de expressão, a censura, além de prisões arbitrárias, desaparecimento de opositores, espancamentos e assassinatos foram comuns em todas as ditaduras militares implantadas com apoio dos EUA na América Latina, lembrando ainda que as técnicas de tortura empregadas foram das mais violentas e cruéis, muitas delas desenvolvidas inicialmente por militares estadunidenses e aprimoradas pelos militares latino-americanos que receberam treinamento na Escola Superior de Guerra dos EUA ou na sua filial, a Escola Superior de Guerra do Panamá. Essas técnicas incluíam afogamentos, choques elétricos e mutilação de órgãos genitais, mutilação provocada por mordidas de animais como cães e roedores, estupros dos mais violentos, queimaduras de áreas sensíveis com fogo e ácidos e até mesmo esquartejamentos.
Os EUA sempre atuaram em várias partes do mundo, todas as vezes que uma ‘ameaça externa’ podia ser usada como justificativa para apoiar grupos pró-EUA interessados pelo poder e sem escrúpulos, criando governos corruptos, ditatoriais e sanguinários. Ou ainda, essa ‘ameaça à segurança nacional’ era usada para justificar guerras e invasões. Corporações norte-americanas apoiaram a ascensão do fascismo na Europa, como o regime fascista espanhol, ou o nazismo na Alemanha e Áustria, pelo medo da ‘ameaça comunista’. Quando os interesses mudaram, se uniram à URSS para destruir a ‘ameaça nazista’ e o ‘imperialismo fascista’ japonês, cometendo inúmeras atrocidades durante a II Guerra Mundial, como a morte de 300 mil civis (1945) em grandes cidades no sul da Alemanha, como Colônia, bombardeadas incessantemente com Napalm (bombas incendiárias). Ou ainda a morte de quase 300 mil japoneses com os ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki, apenas para terminar a guerra antes que o Japão se rendesse e antes que os soviéticos ocupassem os territórios japoneses da Manchúria (norte da China) e da Coréia. Além disso, teve a clara função de mostrar a força da nova potência hegemônica para o mundo e principalmente para a União Soviética.
O Japão e a Alemanha foram desmilitarizados e ocupados. Até hoje as tropas norte-americanas ocupam bases no Japão e Coréia do Sul, além de manter exércitos em toda a Europa Ocidental, inclusive na Alemanha, através da OTAN.
O socialismo volta a ser a grande ‘ameaça’ após a II Guerra Mundial e os EUA iriam se envolver em novas disputas na Europa (guerra civil na Grécia em 1946, divisão da Alemanha de 1946-48) e em novos conflitos, como a Guerra da Coréia (1950-1953), quando foram mortas mais 3 milhões de pessoas, sendo a maior parte civis. Nesta guerra, os EUA jogaram cerca de 3 bombas para cada habitante da Coréia, fazendo uso de armas químicas e biológicas em grande quantidade (incluindo a hoje famosa bactéria Antraz) resultando em cidades inteiramente devastadas como Pyongyang (Coréia do Norte).
Nos anos 50 os EUA apoiaram a reocupação francesa da antiga colônia da Indochina e a luta contra os ‘rebeldes’ socialistas. Em 1962 os EUA começam a apoiar militarmente os capitalistas do Vietnã do Sul na luta contra os socialistas do Vietnã do Norte. Em 1964 invadem o Vietnã, só se retirando em 1972, deixando um saldo de dois milhões de mortos (sendo 1,95 milhões de vietnamitas). A guerra provocou até mudanças na geografia física do Vietnã ao eliminar florestas inteiras, desfolhadas com armas químicas como o Agente Laranja, ou incendiadas por Napalm II (versão melhorada do Napalm, que não apaga com água e queima até os ossos), ou pelas toneladas e toneladas de bombas que os EUA despejavam diariamente no país e em vizinhos como Camboja e Laos (os EUA jogaram mais bombas contra o Vietnã do que todas as usadas por todos os lados em luta na II Guerra Mundial). Neste processo de genocídio indiscriminado, mais de 70% das vilas do Vietnã do Norte foram destruídas.
A violência dos soldados estadunidenses é até hoje camuflada pelo governo dos EUA, existindo relatos dos próprios soldados de que eram comuns a tortura, espancamentos, estupros, a mutilação e decapitação de prisioneiros, além do massacre de vilas inteiras, incluindo mulheres, crianças e velhos por supostamente terem dado apoio aos vietcongs (guerrilheiros socialistas do Vietnã do Norte). Dentre os relatos mais estarrecedores, estão os dos soldados norte-americanos que colecionavam orelhas de vietcongs, o que era algo comum em alguns agrupamentos pequenos e uma prática generalizada em grupos maiores como a 173ª Brigada Aerotransportada e os 1º e 14º batalhões da 3ª Brigada da 25ª Divisão de Infantaria, onde o soldado que tivesse mais orelhas bebia toda cerveja e uísque que conseguisse beber no acampamento, sendo considerado “o número 1” do batalhão.
Ainda no continente asiático, os EUA ajudaram a implantar e manter o governo do ditador Suharto na Indonésia (1966-1998), com um golpe militar sangrento (1966) que levou ao poder um governo que matou mais de meio milhão de pessoas, massacrando todas as formas de oposição dentro do país. Ajudaram a colocar no poder o ditador Ferdinando Marcos, nas Filipinas, que governou o país com mão de ferro e muita corrupção de 1965 a 1986, quando fugiu para os EUA com uma fortuna pessoal avaliada em 2 bilhões de dólares. Na Tailândia, os Estados Unidos ainda apoiaram uma ditadura de 1977 a 1983. No Paquistão, sustentaram governos ditatoriais de 1977 a 1988 e apoiaram a ascensão de uma nova ditadura militar em 1990, que dura até os dias de hoje.
Na África, os Estados Unidos deram apoio a regimes ditatoriais extremamente violentos como o Apartheid na África do Sul (1948-1994), e ainda financiaram diversos grupos terroristas, chamados sempre de ‘paramilitares’ para combater grupos e movimentos socialistas. No Congo (ex-Zaire e atual Rep. Democrática do Congo), os Estados Unidos ajudaram a implantar a violenta ditadura de Mobutu em 1965, mantendo-o no poder até 1997 e transformando o Congo em um país arrasado por lutas e disputas internas entre diversos grupos rivais.
Outras ditaduras de direita no continente africano foram financiadas pelos Estados Unidos, como na Libéria (1979-1990, em Malaví (1964-1994) e na Nigéria (1984-1998), ou no Quênia, onde o governo implantado em 1979 permanece no poder até hoje. Os EUA ainda interviram na Etiópia, onde patrocinaram a independência da província de Eritréia (1991), localizada em uma região estratégica do “chifre da África”, banhada pelo Mar Vermelho e financiaram guerrilheiros para lutarem contra o governo etíope, quando este se aproximou mais da URSS.
Na Argélia os norte-americanos têm apoiado um violento governo formado por militares. Implantado com um golpe militar em 1992, após a vitória dos islâmicos nas eleições diretas, acabou por gerar uma sangrenta guerra civil entre o governo e os islâmicos radicais, que já deixou mais de 100 mil mortos.
Em Angola os EUA financiaram o grupo guerrilheiro de direita Unita, desde os anos 70, em luta contra os socialistas e nacionalistas, mergulhando o país numa violenta guerra civil que prossegue até hoje e transformando Angola num dos países com o maior número de minas terrestres ainda ativas do mundo.
Em Moçambique o mesmo processo se repetiu e os EUA financiaram o grupo guerrilheiro Renamo, contra a tentativa da Frente de Libertação de Moçambique de formar um governo socialista no país. Outros grupos guerrilheiros e terroristas de direita foram financiados, treinados e armados pelos Estados Unidos para lutar contra grupos socialistas ou pró-URSS em Guiné-Bissau, Marrocos, Argélia, Ruanda, Etiópia, Sudão, Somália, Namíbia, Congo e Serra Leoa. Estas intervenções nestes países transformaram alguns deles nos mais pobres do mundo, como Serra Leoa, que após duas décadas de Guerra Civil, tem a pior taxa de expectativa de vida do mundo (36 anos) e o pior IDH do mundo.
Nesta segunda metade do Século XX, os EUA mantiveram regimes fantoches em diversos países como no seu tradicional aliado, o Irã do xá Reza Pahlevi. O xá Pahlevi governou de 1941 até 1979, quando foi deposto pelo aiatolá Khomeini, que era contra os EUA e implantou uma república islâmica.
Os EUA apoiaram a subida de Saddam Hussein ao poder em 1979 e jogaram o Iraque contra o Irã numa guerra de oito anos (1980-88), a guerra Irã-Iraque, onde as armas norte-americanas transformaram o Iraque numa potência local. Mas como toda guerra é um grande negócio, os EUA vendiam armas secretamente ao Irã, de onde conseguiam dinheiro sujo para financiar os ‘contras’ na Nicarágua. Após 8 anos de conflitos sangrentos, o resultado foram mais de 600 mil mortos e 1 milhão de feridos.
Quando, em 1990, o aliado Saddan Hussein, invade o Kuwait, um dos maiores fornecedores de petróleo dos EUA, deixa de ser um aliado e se torna um inimigo ‘perigoso’, sendo rapidamente demonizado pela mídia estadunidense. O Iraque foi atacado por uma coalizão de aliados dos EUA (1991) autorizados pela ONU, onde morreram cerca de 200 mil iraquianos, sendo cerca de metade deles civis (os chamados “efeitos colaterais” das armas de “precisão cirúrgica”). Após 1991 os EUA criaram 2 zonas de exclusão aérea no território Iraquiano, para ‘proteger’ minorias locais como os curdos e xiitas. Mas os EUA continuam a bombardear o Iraque até hoje, quase que semanalmente (inclusive alvos civis como pontes, estradas, depósitos de alimentos), por desrespeitar suas imposições como as zonas de exclusão aérea, onde só aviões dos EUA podem voar (que diferentemente do que a mídia divulga, nunca foram aprovadas pela ONU). Até hoje os iraquianos sentem os efeitos nocivos das bombas e mísseis de Urânio empobrecido, que os EUA usaram na guerra, causando incontáveis casos de câncer e leucemia na região, tendo contaminado até soldados estadunidenses e ingleses, num total que ultrapassa 30 mil homens (que apenas passaram por lá). O embargo econômico ao Iraque, que os EUA mantém até hoje, já provocou cerca de 1 milhão de mortes por fome e doenças, sendo metade crianças.
Durante a Guerra do Afeganistão (1979-1989), na qual os soviéticos tentaram manter o frágil governo socialista ocupando o país, os EUA financiaram, armaram e treinaram grupos guerrilheiros islâmicos anti-soviéticos, os mujahidin (de onde saíram grupos como o Taleban) ou grupos terroristas (como a Maktab al Khidmat, que se tornaria a rede Al’Kaida), mergulhando o Afeganistão numa guerra civil que devastou o país. Através de uma poderosa estrutura organizada pela CIA, (numa operação secreta dirigida pelo Gen. William Casey e por Zbigniev Brzezinski), grupos terroristas como a rede Al’Kaida recrutaram em mais de 30 países, cresceram e enriqueceram pelo apoio norte-americano dado até 1990. Neste ano o grupo se voltou contra seu criador, por ser contra a ocupação militar da Arábia Saudita pelos estadunidenses iniciada em 1990 e 1991 para a Guerra do Golfo, mas permanecendo no país até hoje.
Na Arábia Saudita e Kuwait, as tropas dos EUA que permanecem lá desde a Guerra do Golfo, dão sustentação a dois governos extremamente impopulares, ditatoriais e discriminatórios. Foi no modelo saudita e kuwaitiano de tratamento da população feminina que o Taleban havia se ‘inspirado’ para tratar as mulheres afegãs. Mas como a Arábia Saudita e o Kuwait vendem petróleo mais barato para os EUA, a mídia toma os devidos cuidados para não divulgar as formas de tratamento das mulheres nesses países. E para manter um governo impopular, num país onde 45% da população saudita está desempregada, enquanto os cerca de 7.000 príncipes e nobres da família real vivem no ‘paraíso’, somente com tropas de elite como as estadunidenses.
Os EUA apoiaram a ocupação dos territórios palestinos por Israel nas guerras de 1948-49, 1967 e de 1973. Também apoiaram a intervenção militar israelense na Guerra Civil do Líbano em 1982, onde supervisionaram a entrega dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila, às mãos de guerrilheiros maronitas, que massacraram mais de 3 mil prisioneiros (1982), sob tutela do atual dirigente de Israel, Ariel Sharon. Até hoje, os estadunidenses financiam o Estado sionista de Israel, na sua campanha de dominação e colonização dos territórios palestinos, onde este Estado tem massacrado sistematicamente o povo palestino, apesar de a ONU já ter aprovado determinações exigindo a retirada das tropas israelenses, desde as guerras de 1967 e 1973.
Em 1986, bombardearam a Líbia, pois esta estaria financiando o terrorismo, mas como efeito colateral ocorreram centenas de mortos e feridos civis. Invadiram a Somália em 1994, para defender a ‘liberdade do povo somaliano’, mas até hoje a liberdade não chegou para o povo, que continua oprimido e subjugado pela fome e pela miséria. Bombardearam os sérvios na guerra civil da ex-Iugoslávia entre 1994 e 1995, para ‘acabar com a guerra’, voltando a bombardear a Sérvia em 1999, alegando ‘lutar pela paz’ na província de Kosovo e matando cerca de 10 mil civis (os “efeitos colaterais” das armas de “precisão cirúrgica“ de sempre). Na guerra de Kosovo, as armas inteligentes estadunidenses acertaram até a embaixada chinesa em Belgrado, além de escolas, feiras, barragens hidrelétricas e hospitais. Em 1998 e 1999 os EUA bombardearam o Sudão e o Afeganistão alegando combater grupos terroristas, mas vitimando centenas de civis, mesmo usando apenas “armas inteligentes” e de “precisão cirúrgica”. Em 2001-2002, nos bombardeios contra o Afeganistão, as armas de “precisão cirúrgica” acertaram pontes, bairros residenciais, comboios de agricultores, delegacias de polícia, escolas, mesquitas e hospitais. Talvez a “precisão cirúrgica” de que eles tanto falam, seja porque ‘só acertam hospitais’... por isso precisão ‘cirúrgica’...
Em 2001 os EUA começaram a bombardear o Afeganistão (cerca de 6 a 8 mil civis mortos) e derrubam o governo Taleban alegando que o grupo defendia terroristas, o que justificou dar suporte para a ascensão de um novo governo que correspondesse aos seus interesses de construir gasodutos e oleodutos na região, para escoar o petróleo e gás natural da Ásia Central para o Índico. Esta guerra contra o terrorismo talvez seja uma das quais os interesses econômicos escusos estejam mais evidentes nos últimos tempos, já que os grupos econômicos que mais lucraram com ela são a indústria bélica e a indústria petrolífera, os dois grupos que financiaram a campanha eleitoral de Bush.
Entretanto, os Estados Unidos apoiaram, financiaram, treinaram e armaram movimentos guerrilheiros de direita ou grupos terroristas anti-soviéticos (muitos treinados pela própria CIA) em diversos países da América Latina e da África, como os já citados, ou ainda, no continente asiático, como no Iêmen, Afeganistão, Síria, Paquistão, Iraque, Irã, Líbano, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietnã e Laos.
Nos anos 90, os EUA começam a dar auxílio financeiro a movimentos guerrilheiros e terroristas na própria ex-URSS, como os separatistas islâmicos na Chechênia e Daguestão, ou a grupos guerrilheiros na ex-Iugoslávia, Bósnia, Croácia e Kosovo. Na Turquia, desde os anos 80, os EUA financiam a campanha genocida do governo turco contra a minoria separatista dos curdos, que já resultou em mais de 300 cidades destruídas e 2 milhões de refugiados (os mesmos curdos que os EUA se diz tão preocupado em defender no Iraque).
Também na década de 1990, os norte-americanos têm financiado o violento governo Colombiano além de grupos paramilitares de direita e mercenários, na luta contra as guerrilhas de esquerda na Colômbia, com a justificativa de combater o narcotráfico, apesar de os paramilitares e mercenários de direita já terem assumido sua ligação com o tráfico de drogas e serem responsáveis por 70% dos massacres ocorridos no país nos últimos anos. Vale lembrar ainda que os reais interesses são outros, já que o maior importador de drogas do mundo são os EUA e que, segundo economistas especialistas em mercados financeiros, algo em torno de 10 a 20% do dinheiro que movimenta as bolsas de valores norte-americanas hoje, vem da lavagem de dinheiro do narcotráfico. Além disso, os EUA são responsáveis por 99% das exportações legais de folhas de coca da Colômbia, e estão tentando manter seu controle monopólico sobre esse mercado.
Em decorrência desses inúmeros conflitos, guerras e intervenções, os Estados Unidos são o país que mais investe no setor bélico do mundo. Os gastos mundiais em armas, ou seja, as indústrias bélicas, movimentam cerca de 850 bilhões de dólares por ano, sendo que somente o orçamento militar dos EUA é de 340 bilhões. Além disso, os EUA são o maior vendedor de armas do mundo, responsável por metade das exportações mundiais. Só para uma comparação, poderosos setores industriais modernos como os de chips de computadores ou o setor farmacoquímico de remédios movimentam cerca de 150 e 200 bilhões de dólares, respectivamente, por ano no mundo todo.
Os EUA têm dificultado os tratados mundiais para banir armas químicas, rejeitaram um tratado internacional contra armas biológicas e boicotaram abertamente todas as tentativas da ONU e de organizações pela paz mundial de proibir a produção mundial de minas antipessoal, que matam mais de 30 mil e mutilam 1 milhão de pessoas por ano, no mundo todo, sendo mais da metade crianças. Na recente guerra contra o Afeganistão, os EUA despejaram toneladas de minas antipessoal sobre o país, usando grandes bombardeiros B-1. Ainda mais recentemente (Abril-2002), os EUA conseguiram destituir o brasileiro José Maurício Bustani da presidência da Opaq (Organização para Proscrição de Armas Químicas), porque este queria realmente fiscalizar e inspecionar as instalações iraquianas, de maneira séria, para permitir que o Iraque chegasse até a assinar o acordo de banimento de armas químicas. Ou seja, poderia acabar provando que este país não fabrica mais armas químicas, o que acabaria por retirar os últimos pretextos dos EUA para bombardear o país.
E, por fim, num dos mais recentes exemplos da “campanha de combate mundial ao Terror”, os Estados Unidos se uniram aos países que acusam de terroristas (Iraque, Síria, Líbia) para rejeitar a criação de uma Corte Penal Internacional para punir crimes contra a humanidade, crimes de guerra e terrorismo.
E apesar de tudo isso, os Estados Unidos são tidos como o maior exemplo de democracia do mundo...
Esta imagem de “democracia” é forte principalmente dentro do próprio país. Dois terços dos formadores de opinião (cientistas, jornalistas, professores) norte-americanos acreditam que os outros países do mundo os admiram pela liberdade e democracia. Após os atentados de 11 de setembro, até a liberdade individual que existia dentro dos EUA passou a ser restringida, sendo que atualmente está sendo institucionalizado o desrespeito aos direitos humanos, principalmente dos estrangeiros, permitindo a prisão sem processo, sem direito a recorrer e por tempo indeterminado de qualquer suspeito estrangeiro de ser terrorista, permitindo inclusive o julgamento e até a pena de morte realizados secretamente, sem direito a defesa e no mais absoluto sigilo. A luta contra o terror está terminando de corroer os direitos e instituições democráticas que existiam dentro do país. Já se fala até em oficializar a tortura.
No plano social ainda temos o fato de que a estrutura político-econômica mundial capitalista e a atual ordem de poder mundial, que os EUA tanto lutam para manter, inclusive com o uso da força contra os mais fracos, é um sistema econômico baseado na injustiça e na exploração, que só aumenta as desigualdades e a distância entre ricos e pobres. É um sistema que permite que mais 2 bilhões de pessoas vivam abaixo da linha de miséria, mais de 1 bilhão de pessoas passem fome no mundo e tenhamos a morte de 36 mil pessoas, de fome, por dia no mundo. Ou seja, os Estados Unidos mantém e lutam para manter um sistema político-econômico que mata por dia, 12 vezes mais que os 3.000 mortos dos atentados do World Trade Center, só que de fome! Pela lógica, os EUA deveriam investir 12 vezes mais na luta contra a fome e a miséria do que na luta contra o terrorismo que, aliás, eles próprios criaram. Ao invés disso aumentam ainda mais seus gastos com armas, aumentaram o orçamento militar em mais US$ 20 bilhões em 2002 e planejam aumentar ainda mais esses gastos (chamados de “investimentos”) em 2003.
Se o nosso sistema democrático, ou melhor, o que chamamos de “democracia”, permite a manutenção dessas desigualdades, dessas guerras, dessa miséria, dessa falta de liberdade, dessa opressão, permitindo o uso freqüente da força pelos grupos dominantes, além de milhares de mortes constantes, devemos reconsiderar se realmente vivemos numa democracia, se esse sistema é realmente democrático e, principalmente, se desejamos a manutenção desse sistema, que podemos observar que é extremamente cruel, frio e assassino. Mais ainda, devemos refletir sobre as alternativas que temos e lutar para tentar mudar esse sistema. Porque se sabemos de tudo isso, não concordamos, mas não fazemos absolutamente nada, não lutamos contra esse sistema, nem combatemos sua opressão, então somos coniventes e a conivência neste caso acaba nos tornando, também, culpados.

Prof. Lucas Kerr de Oliveira, Revista Caros Amigos, agosto de 2002.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Espectros sobre 1964

Caio Navarro de Toledo - Abril 2006

Passados mais de 40 anos, 31 de março de 1964 continua sendo comemorado por militares e civis que participaram do golpe de Estado que derrubou o governo constitucional de João Goulart e bloqueou a realização de reformas sociais e econômicas que, nos anos 1950 e 1960, eram reivindicadas por amplos setores da sociedade brasileira.
Se, em 2004, o polêmico General Francisco Roberto de Albuquerque, Comandante do Exército, elaborou uma moderada Ordem do Dia sobre 1964, agora em 2006 a história foi outra. Em uma nota – lida no dia 31 de março último para cerca de 200 mil soldados em quartéis de todo o país –, o Comandante do Exército exaltou o papel heróico de sua Força na “construção da Nação brasileira”. Discorrendo sobre 1964, afirmou que 31 de março “é memória, dignificado à época pelo incontestável apoio popular, e une-se, vigorosamente, aos demais acontecimentos vividos, para alicerçar, em cada brasileiro, a convicção perene de que preservar a democracia é dever nacional”. Determinado na missão de defender as instituições democráticas e a nacionalidade, o Exército, vitorioso em 31 de março, nunca teria deixado de ser “generoso com os vencidos”.
Recorde-se que, em outubro de 2004, seis meses após a sóbria Ordem do Dia acima aludida, o Centro de Comunicação Social do Exército – com o pleno conhecimento e anuência de seu Comandante – publicou nota no jornal Correio Braziliense na qual se justificava o método de tortura e assassinato, nas dependências militares, em nome da defesa da chamada “Revolução de 1964”. De imediato, o Ministro da Defesa, José Viegas, manifestou veemente protesto pelo despropósito da nota, cuja responsabilidade maior provinha de um subordinado seu na hierarquia ministerial. Diante do pedido do Ministro da Defesa ao governo, propondo a demissão do Comandante do Exército, o General – aceitando sugestão de assessores presidenciais – recuou mediante uma “nota de retratação”. Lula preferiu dar proteção ao General, que permaneceu no cargo de Comandante do Exército, enquanto ao civil José Viegas não restou senão a demissão do Ministério.
Mas não são apenas os militares que soam as trombetas em torno de 1964. Em um depoimento que foi publicado em 2003 no livro 1964 - 31 de março: o Movimento Revolucionário e sua História (Biblioteca do Exército Editora), o ex-czar da economia brasileira, Delfim Netto, não poupa elogios àqueles tempos em que “éramos felizes e não sabíamos”... (Lembremo-nos também que eram exatamente estes os dizeres de um adesivo que o então candidato a deputado federal, Delfim Netto, largamente distribuiu e foi afixado nos automóveis das classes médias e da alta burguesia paulista.) Entre as “pérolas delfinianas” encontradas na entrevista que concedeu à História Oral do Exército – projeto que, como esclarece o coordenador geral, visa levar a “verdade” aos brasileiros “cativos da má-fé ou da “ignorância” sobre 1964 –, uma se destaca pelo seu tom debochado e agressivo.
Na mesma linha dos virulentos ataques do arquiconservador economista Eugênio Gudin – para quem o governo Goulart esteve “encarniçadamente decidido a destruir, desmoralizar e até prostituir” a ordem econômica e social –, Delfim Netto agora afirma: “Havia (no governo Goulart) uma desorganização completa. Não existia liberdade coisa alguma. A idéia de que o Movimento de 1964 levou a uma ocupação do Governo é falsa. O Jango abandonou o Brasil. Esses canalhas estão por aí dizendo que iam salvar o Brasil e nós, hoje, temos uma prova concreta do que eles produziam: uma nova Cuba” (p. 154, tomo 5).
Tudo leva a crer que foi para evitar “uma nova Cuba” que o ex-czar da Economia mandou “às favas todos os escrúpulos de consciência” – como foram as palavras de seu loquaz colega de Ministério, Cel. Jarbas Passarinho – na reunião ministerial de dezembro de 1968 que instituiu o AI 5, cujo efeito foi o de radicalizar a ditadura militar com sua seqüência imediata de prisões e repressão aos que ousavam se opor aos governos militares. (Na entrevista publicada em 2003, Delfim reitera que, hoje, se preciso fosse – mesmo conhecendo aquelas funestas conseqüências ­ – não titubearia em assinar um novo AI 5.)
Na lógica dos “vencedores de abril de 1964”, também foi para “salvar a democracia” e tornar o país mais “feliz” que o ex-Ministro, em 1969, sob as ordens do banqueiro Gastão Vidigal, se prestou a “passar o chapéu” na elegante mansão de dona Veridiana Prado, localizada no então aristocrático bairro de Higienópolis, na cidade de São Paulo. Como informa o jornalista Elio Gaspari (A Ditadura Escancarada, p. 63), reunidos num prazeroso almoço, quinze dos maiores banqueiros do país sensibilizaram-se com os robustos e certeiros argumentos de Delfim no sentido de, patrioticamente, financiarem a criação da Operação Bandeirante (Oban), que nos anos seguintes se tornaria sinônimo de repressão e morte. Afinal, o país precisava, urgente, se livrar da canalha comunista e de esquerda...
Na construção de uma cultura democrática é indispensável que todos os agentes e atores políticos, de forma sistemática e rigorosa, exerçam a autocrítica sobre seus gestos e práticas. Assim, partidos, movimentos e personalidades políticas de orientação progressista – nacionalistas, humanistas cristãos, socialistas, comunistas, etc. – não devem se recusar em admitir equívocos cometidos na luta política e ideológica que antecedeu o golpe de 1964. Isso significa dizer que esses setores também têm responsabilidade política pelos eventos que culminaram na ruptura democrática. (Freqüentemente, esses erros se expressaram pelo radicalismo verbal, pela subordinação política ao hesitante e ambivalente governo Goulart, mas, sobretudo, pela incapacidade política desses setores na organização dos trabalhadores e das camadas populares na batalha pelas reformas sociais e na luta pela radicalização da democracia política.) Mas, definitivamente, é inaceitável atribuir ao conjunto das esquerdas um compromisso com o golpismo. Não deixa de ser uma grave concessão aos ideólogos da direita, afirmar, como faz a recente historiografia revisionista que, no pré-1964, “todos eram golpistas”.
Se nos anos 1960 nem todos foram golpistas, cabe àqueles que efetivamente destruíram a institucionalidade democrática então vigente a maior responsabilidade no sentido de reconhecerem publicamente os graves danos e erros por eles cometidos durante os 20 anos de regime militar, a começar pelo ato inaugural do golpe de Estado. Do ponto de vista de uma consistente cultura democrática, é inadmissível que segmentos importantes da sociedade civil e os setores majoritários das Forças Armadas se recusem ao imperioso exercício da crítica e autocrítica de seu passado.
A defesa intransigente e a apologia dos “heróicos feitos” da chamada “Revolução de 1964”, bem como a renovada justificativa das violências perpetradas pelo regime discricionário – feitas nestes 42 anos seja por militares seja por civis – em nada contribuem para a consolidação de uma cultura política democrática no Brasil.
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Caio Navarro de Toledo é professor colaborador voluntário do IFCH/Unicamp.
Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil

domingo, 1 de junho de 2008

O Buraco Rodoviário Mineiro

O Buraco Rodoviário Mineiro - BROM

O Buraco Rodoviário Mineiro – BROM é produto da excelência do Estado de Minas Gerais usado somente no âmbito do estado é, entretanto, determinado a um mercado ainda inexplorado, absolutamente aberto, podem-se, ainda, incluir curvas fechadas como parte de um pacote econômico único.
Produto final de grande potencial econômico, como a cachaça, o leite e o café, principalmente, para o nosso vizinho, o estado de São Paulo, pois lá há escassez de buracos rodoviários. É um típico produto do estado havendo grande produção no Sul de Minas, onde foram amplamente desenvolvidos e facilitados pela insistência e desempenho das sucessivas gestões públicas municipais, estaduais e federais nos últimos trinta anos.
Nunca se viu tanto empenho da administração pública no decurso de anos investindo na criação desse produto único, tão importante quanto os caminhões e automóveis que pelas rodovias mineiras trafegam.
Favorecidos pelo clima, condições ambientais e socioeconômicas teve um ambiente fértil para o seu desenvolvimento, sendo possível acrescentar na pauta de exportação para outros estados carentes desse produto e até para os países da Europa, América do Norte e Ásia, devido aos vários tipos de Buracos Rodoviários Mineiros, inclusive na forma de uma cesta básica com buracos menores acessíveis aos mais variados segmentos de consumo distribuídos pelo mercado, em países que tem carência de buracos rodoviários para resolver problemas sociais, para conservá-los ou tapa-los, e ecológicos graças ao volume de água que pode ser acumulado em seu interior e a sua absorção pelo solo até o lençol freático temos o Buraco Rodoviário Mineiro como um grande companheiro na salvação do planeta, menos no Sul de Minas onde já cumpriu por anos a sua finalidade.
Do gênero buraco rodoviário, a espécie Buraco Rodoviário Mineiro (BROM) – som produzido quanto o veículo passa sobre ele - é o mais adiantado, variando o tamanho pela largura e profundidade, seu desenvolvimento aperfeiçoou-se a ponto de destacar-se no mundo todo pela eficiência e qualidade, cumprindo sempre a finalidade a que se destina.
Produto orgânico, respeitando o meio-ambiente, sem a adição de produtos nocivos ajuda a proteger e regenerar o meio-ambiente, não pode ser consumido fisicamente, por conseguinte, não sofre transformações ruinosas, mas tem que ser usado de acordo com a indicação. Sua principal finalidade é reduzir a velocidade e os riscos a ela inerentes, quebrando suspensões, amassando rodas e rasgando pneus e, assim, desenvolvendo toda a indústria automobilística e a economia dos municípios próximos a eles, aumenta a arrecadação do estado pelas multas aplicadas aos apressadinhos que nos poucos espaços disponíveis entre os Buracos Rodoviários Mineiros tentam correr além no limite e são capturados pelos radares colocados em pontos estratégicos.
Pode também ser usado na exploração de petróleo com a sua superposição, seria possível acumulá-los em um buraco único do Brasil até a China, dada a sua quantidade só no Sul de Minas, o túnel perfurado teria preço altamente competitivo pela disponibilidade de buracos.
O problema único a ser resolvido é em relação à transferência do local onde se encontra para o lugar desejado pelo importador. A sua retirada deve ser cuidadosa evitando a possibilidade de produzir um buraco rodoviário maior que o tirado, então, quando da sua venda, faz-se um molde de asfalto para transferi-lo para o lugar desejado no estado ou país comprador. O procedimento é complementado pela colocação do molde no local do Buraco Rodoviário Mineiro, para assim, concretizar a transação com total satisfação do comprador e fornecer anteparo para a rodovia onde se encontrava.
Pela sua praticidade tanto na utilização, quanto na comercialização, o estado pode transferir de imediato o estoque de Buracos Rodoviários Mineiros - BROM para um lugar mais próprio minorando os gastos da população, principalmente, a do Sul de Minas, que já cansados de assumir os custos de produção e manutenção seria aliviada de seu criadouro para sempre, até pela única pavimentação das rodovias.
A ironia é a última das tentativas de fazer com que o poder público resolva esse grave problema que temos enfrentado quando necessária a viagem para as cidades do percurso até Belo Horizonte, ou mesmo, para São Paulo passando por Andradas. Acredito que chegamos ao limite da paciência.

sábado, 22 de março de 2008

Mundo sem monetarismo.

De uns tempos para cá, venho pensando seriamente num mundo sem dinheiro. A cada dia essa idéia me parece mais própria, mais elaborada. Pois tudo que temos de pior na sociedade está vinculado ao dinheiro ou fazem dele seu meio de opressão, pensem! A religião não sobrevive sem o dinheiro. Políticos desonestos não existiriam sem dinheiro. A mídia irresponsável, mentirosa e defensora dos interesses do capital sucumbiria sem o dinheiro. O tráfico perderia em todos os níveis de atividade seu grande fomentador. A exploração pelo trabalho e a mentira de que o trabalho enobrece definitivamente cairia por terra e, finalmente, as pessoas seriam felizes com o que fazem, cada uma procuraria uma atividade prazeirosa e cooperativa, como os povos da América Latina foram um dia dia antes da tragédia espanhola e portuguesa.
Esses povos maravilhosos, construiram sociedades perfeitas, baseadas em milênios de aperfeiçoamento e tradição, sem ao menos terem uma linguagem escrita, é incrível!
Naturalmente, também, não havia dinheiro, uma vez, que nada justificaria a sua existência, não era necessário, ninguém queria oprimir o outro.
Essas sociedades foram dizimadas pelos interesses do capital, apoiadas pela religião, que não reconheciam os habitantes locais como pessoas sujeitas às bençãos divinas, matá-los então seria algo necessário para a manutenção da fé, resguardando os dogmas e doutrinas da religião. A Companhia de Jesus, por meio dos jesuitas, providenciou a morte de milhões de índios a ponto de, em determinado momento, ficarem preocupados com o extermínio total deles e, dessa forma, não terem mais mão de obra escrava para os afazeres domésticos e as plantações.
Eles eram perfeitos demais e colocariam em risco a grande hipocrisia religiosa, as pessoas poderiam começar a se espelharam em seu modo de vida livre e natural e passariam a questionar o sistema, colocando em risco a estrutura de poder montada, pela ambiquidade.
Que Deus cruel, terrível e amedrontador é esse que diz que me ama e no entanto, por qualquer bobagem, vai me mandar para o quinto dos infernos para toda a eternidade.
Portanto, se Deus existe eu não sei, mas que se existir não é esse que precisa de tanto dinheiro a séculos e com ele montou essa estrutura imensa de poder, tenho certeza absoluta.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Chávez e o reino decadente

Que se cale o reizinho inconformado com a discussão que se envolviam Chávez e Sapatero, dois chefes de Estado. Ele, ou qualquer outro monarca, não tem condições morais de se manifestar em uma discussão crítica onde o ofendido era o ex-Primeiro Ministro Aznar, que concorreu de maneira imoral em uma tentativa frustrada de golpe contra um governo legitimamente eleito no qual Chávez era o prejudicado e muito menos mandar um deles calar-se. Que se cale o colonialismo. Jamais esse títere, apoiador do fascismo de Franco, teria coragem de mandar um governante do primeiro mundo calar-se, ele tem que ser lembrado de que o colonialismo acabou e seus netos não terão vida fácil a custa dos países da América Latina, quiça da Espanha.
Gostem ou não de Chávez ele tem sido o porta voz do inconformismo da América do Sul contra o espólio que tem nos submetido os cartéis multinacionais nessas últimas décadas, ao tomar conta do petróleo venezuelano contrariou os mais variados interesses, no entanto, e assim, Brasil e outros países do continente se fecham em copas quando se trata do que Chávez fala, os únicos a se manifestarem contra, foram alguns parlamentares brasileiros, representando a eterna direita conservadora e reacionária quando da cassação dos direitos de concessão da RCTV, patrocinadora, também, da mesma tentativa mencionada, como se eles representassem alguma democracia ou pudessem manifestar sobre isso em nome do povo brasileiro.
Como no Brasil, canal de televisão é concessão expedida pelo Estado e uma vez vencida este pode renovar ou não, ao império do Estado cabe a decisão discricionária, como houve um precedente grave, nada mais justo que a cassação da concessão, pois, se fosse em um dos países de primeiro mundo, ditos democráticos, os responsáveis pelo apoio ao golpe estariam presos e condenados à morte.
Entretanto, Chávez foi paciente a ponto de esperar o fim da concessão, para então não renová-la.
Então, que se calem aqueles que tem nos explorado por todas essas décadas, impondo regras e obrigando a miséria aos povos de países ricos como o Brasil, através de golpes patrocinados pela CIA e seus asseclas, ou ainda, sanções econômicas e restrições pessoais aos cidadãos dos países explorados, quando sem outro caminho a seguir, tentam ir para o primeiro mundo em um sonho utópico.

domingo, 5 de agosto de 2007

ACIDENTES AÉREOS

Os acidentes aéreos sempre foram comoventes, talvez pela característica do meio de transporte o "mais pesado que o ar" desafia a natureza ao colocar no ar até 500 pessoas de uma vez, muitas delas rezando para o avião desça logo, entrementes, tornou-se um meio de transporte tão importante pelas distâncias percorridas e rapidez desenvolvidas pelas aeronaves, que aqueles que voam se predispõem aos riscos que porventura corram.
Na verdade, a modernidade deixou este meio de transporte tão seguro que, segundo estatísticas, a possibilidade de morrer em um acidente aéreo é a mesma de ser atingido por um raio, um risco algo em torno de um por milhão, ou seja, uma chance em um milhão de ser atingido pelo tal raio, que sem dúvida tem que ser fatal, senão não vale.
Mas, em nosso país as coisas acontecem e por coincidência de maneira mais trágica que o normal a ponto de em menos de um ano, dois acidentes ceifarem 353 vidas, após um tempo razoável sem acidentes, o último de grandes proporções acorreu em 1996, em São Paulo, no mesmo aeroporto que se deu o último, ambas as vezes, pelas más condições operacionais, que há 10 anos atrás já não suportava as condições de tráfego, que continuaram a colocar em risco aqueles que voam até hoje.
Portanto, há 10 anos os nossos irresponsáveis administradores estão sem solução para um problema que até pode durar mais 10 anos, mais 10 anos, mais 10 anos ...
Para que não haja solução mesmo, agora uns culpam os outros. Os administradores culpam os operadores, que culpam o governo, que culpa o ministro, que culpa o outro ministro, que culpava o outro governo, que culpava os operadores, que culpavam os administradores e assim vai.
Será que no Brasil essa estatística funciona? Neste momento não está funcionando não, melhor viajar de ônibus, já que trem não tem mais, que pena, trem era tão bom e seguro, bem melhor que as atuais estradas por onde circulam os ônibus, que tem contra elas estatísticas mostrando que no ano passado morreram mais de 30.000 viajantes.
Pelo jeito o melhor é andar a pé e correr o risco do raio.