sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
O governo Lula contra a corrupção
A população mal informada pela mídia e a esperteza da oposição, deixam a impressão de que houve um aumento desses crimes, ledo engano, o que sempre houve foi o tratamento impune de crimes graças à omissão de governos anteriores pela conivência com políticos e milionários em troca de apoio político e dinheiro.
Tanto que, o Procurador Geral da República do desgoverno FHC passou a ser chamado de “engavetador geral da República” pela mesma imprensa que hoje os defende, conforme se pode ler em parte da reportagem sobre o estado do Espírito Santo, que na época (2002) era governado por José Carlos Gratz (PFL), consorciado do PSDB, hoje DEMO, conforme abaixo:
“O ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, apresentou pedido de intervenção federal no Estado ao procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que aprovou a idéia num primeiro momento. Pela função que desempenha, caberia a Brindeiro encaminhar o pedido ao Supremo Tribunal Federal. O procurador-geral, no entanto, preferiu bater antes em outro endereço que não o Supremo. Pediu uma audiência ao presidente Fernando Henrique. Ao sair do encontro, Brindeiro, chamado ironicamente de "engavetador-geral da República", resolveu encerrar também esse caso, engavetando-o. Explicou, ainda, que FHC o alertara para a "inviabilidade política" da intervenção neste momento. Reale Júnior, que afirma ter consultado o presidente sobre o tema duas vezes, tendo sempre recebido sinal verde, sentiu-se publicamente desautorizado e pediu demissão”. (Veja Edição de 17/07/2002) http://veja.abril.com.br/170702/p_082.html
Essa e outras fazem parte do comportamento relativo à corrupção no desgoverno FHC e provavelmente no de Serra, caso fosse eleito, uma vez que os aliados políticos seriam os mesmos e dos quais faria vista grossa perpetuando a impunidade, pela defesa dos mesmos conceitos políticos.
No governo Lula, mesmo em época de eleição, impensável em governos anteriores, dois governadores foram presos: José Roberto Arruda (DEMO-DF) e Pedro Dias (PP-AM), graças a intervenção da PF e o compromisso do Presidente Lula, quando disse: “...se for bandido e a gente descobrir, a gente pega”.
* O Procurador Geral da República e também Procurador Geral Eleitoral é o responsável pelas denúncias de crimes cometidos por políticos em nível federal, Deputados Federais, Senadores, Ministros de Estado, Presidente, Vice-Presidente e Presidente.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Por que o Brasil não dispõe de tecnologia de ponta?
1 – os brasileiros, quando frequentam a escola, são treinados para trabalhar e não para pensar;
2 – todo o esforço em educação, gasto com a formação de inteligências brilhantes, é destinado à formação de mão de obra para trabalhar em multinacionais, com sede em outros países para onde são levados e as patentes industriais criadas para beneficio destas;
3 – a formação de cartéis no país por empresas estrangeiras nas décadas de 50, 60 e 70, facilitados pelos governos de Juscelino e depois pelos militares golpistas, orientados por “brilhantes economistas”* como: Eugênio Gudin, Roberto Campos, Delfim Neto, etc...
4 - Por falta de apoio (subsídio) a indústria nacional foi obrigada a se render aos cartéis, por não ter como concorrer sozinhas contra eles (indústrias familiares em desenvolvimento) e acabaram por vender fábricas de automóveis, televisores, indústrias de base, indústrias de transformação;
5 – em países como o nosso, a única maneira de sobressair das empresas multinacionais é por meio da intervenção do Estado, no entanto, o desgoverno FHC/Serra privatizou 109 empresas públicas, dentre elas a Embraer e a Neiva (aviação), empresas pólo de tecnologia e essenciais na formação de técnicos de alto nível, além das empresas de telecomunicações, química fina, e mesmo assim a dívida externa no período que era de US$60 bilhões passou para US$ 630 Bilhões;
6 – os países protegem seus parques industriais, tecnológicos e suas patentes industriais, menos o Brasil. Por conta de vários acordos internacionais que o Brasil assinou obrigado pelo FMI e Banco Mundial, quando o Brasil dependia de empréstimos para pagamento da dívida externa, não poderia reproduzir nada já patenteado, assim a nossa indústria não conseguiu o desenvolvimento científico e tecnológico que conseguiram China, Coréia, Singapura, Malásia, etc...
7 – a educação no país sofreu após o golpe militar de 1964, com a desconstrução do modelo educacional pelo regime e a perseguição de vários educadores, até mesmo com o assassinato de alguns, e mais a punição de professores, alunos, servidores públicos e empregados de estabelecimentos de ensino, além do medo, ajudou a criar essa massa de analfabetos funcionais, que hoje representam a maioria da população brasileira.
8 – uma mídia irresponsável, que sempre defendeu o modelo econômico de atrelamento aos EUA fazendo o povo acreditar na máxima vendida pelo golpe militar, de que “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil”, como se um país imenso como este, o 5º país em extensão territorial do planeta, o segundo maior país das Américas, o maior da America do Sul e atualmente com 190 milhões de habitantes, precisasse de muletas para não caminhar com as nossas próprias pernas.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Os defensores dos interesses multinacionais (Serra/FHC/DEMO/PTB/PPS)
Petroleiras americanas eram contra novas regras para pré-sal
por JULIANA ROCHA, Folha.com
DE BRASÍLIA
As petroleiras americanas não queriam a mudança no marco de exploração de petróleo no pré-sal que o governo aprovou no Congresso, e uma delas ouviu do então pré-candidato favorito à Presidência, José Serra (PSDB), a promessa de que a regra seria alterada caso ele vencesse.
É isso que mostra telegrama diplomático dos EUA de dezembro de 2009 obtido pelo site WikiLeaks (www.wikileaks.ch). A organização teve acesso a milhares de despachos. A Folha e outras seis publicações têm acesso antecipado à divulgação no site do WikiLeaks.
“Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.
O despacho relata a frustração das petrolíferas com a falta de empenho da oposição em tentar derrubar a proposta do governo brasileiro.
O texto diz que Serra se opõe ao projeto, mas não tem “senso de urgência”. Questionado sobre o que as petroleiras fariam nesse meio tempo, Serra respondeu, sempre segundo o relato: “Vocês vão e voltam”.
A executiva da Chevron relatou a conversa com Serra ao representante de economia do consulado dos EUA no Rio. O cônsul Dennis Hearne repassou as informações no despacho “A indústria do petróleo conseguirá derrubar a lei do pré-sal?”.
O governo alterou o modelo de exploração — que desde 1997 era baseado em concessões –, obrigando a partilha da produção das novas reservas. A Petrobras tem de ser parceira em todos os consórcios de exploração e é operadora exclusiva dos campos.
A regra foi aprovada na Câmara este mês.
A Folha teve acesso a seis telegramas do consulado dos EUA no Rio sobre a descoberta da reserva de petróleo, obtidos pelo WikiLeaks.
Datados entre janeiro de 2008 e dezembro de 2009, mostram a preocupação da diplomacia dos EUA com as novas regras. O crescente papel da Petrobras como “operadora chefe” também é relatado com preocupação.
O consultado também avaliava, em 15 de abril de 2008, que as descobertas de petróleo e o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) poderiam “turbinar” a candidatura de Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil.
O consulado cita que o Brasil se tornará um “player” importante no mercado de energia internacional.
Em outro telegrama, de 27 de agosto de 2009, a executiva da Chevron comenta que uma nova estatal deve ser criada para gerir a nova reserva porque “o PMDB precisa de uma companhia”.
Texto de 30 de junho de 2008 diz que a reativação da Quarta Frota da Marinha dos EUA, na época da descoberta do pré-sal, causou reação nacionalista. A frota é destinada a agir no Atlântico Sul, área de influência brasileira.
Do sítio:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/wikileaks-serra-prometeu-as-petroleiras-americanas-mudar-as-regras-do-pre-sal-caso-vencesse-eleicao.html
*Não podemos apoiar políticos que defendam os interesses transnacionais contra os do país. Nós temos o mesmo potencial econômico das grandes potências mundiais, só não conseguimos nos igualar por causa de maus políticos soldados dos interesses dos outros.
O lobby pelo pré-sal revelado pelo Wikileaks
13/12/2010
Nos bastidores, o lobby pelo pré-sal
por Natalia Viana, blog CartaCapital WikiLeaks
“A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?”. Este é o título de um extenso telegrama enviado pelo consulado americano no Rio de Janeiro a Washington em 2 de dezembro do ano passado.
Como ele, outros cinco telegramas a serem publicados hoje pelo WikiLeaks mostram como a missão americana no Brasil tem acompanhado desde os primeiros rumores até a elaboração das regras para a exploração do pré-sal – e como fazem lobby pelos interesses das petroleiras.
Os documentos revelam a insatisfação das pretroleiras com a lei de exploração aprovada pelo Congresso – em especial, com o fato de que a Petrobras será a única operadora – e como elas atuaram fortemente no Senado para mudar a lei.
“Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria afirmado Patrícia Padral, diretora da americana Chevron no Brasil, sobre a lei proposta pelo governo . Segundo ela, o tucano José Serra teria prometido mudar as regras se fosse eleito presidente.
Partilha
Pouco depois das primeiras propostas para a regulação do pré-sal, o consulado do Rio de Janeiro enviou um telegrama confidencial reunindo as impressões de executivos das petroleiras.
O telegrama de 27 de agosto de 2009 mostra que a exclusividade da Petrobras na exploração é vista como um “anátema” pela indústria.
É que, para o pré-sal, o governo brasileiro mudou o sistema de exploração. As exploradoras não terão, como em outros locais, a concessão dos campos de petróleo, sendo “donas” do petróleo por um deteminado tempo. No pré-sal elas terão que seguir um modelo de partilha, entregando pelo menos 30% à União. Além disso, a Petrobras será a operadora exclusiva.
Para a diretora de relações internacionais da Exxon Mobile, Carla Lacerda, a Petrobras terá todo controle sobre a compra de equipamentos, tecnologia e a contratação de pessoal, o que poderia prejudicar os fornecedores americanos.
A diretora de relações governamentais da Chevron, Patrícia Padral, vai mais longe, acusando o governo de fazer uso “político” do modelo.
Outra decisão bastante criticada é a criação da estatal PetroSal para administrar as novas reservas.
Fernando José Cunha, diretor-geral da Petrobras para África, Ásia, e Eurásia, chega a dizer ao representante econômico do consulado que a nova empresa iria acabar minando recursos da Petrobras. O único fim, para ele, seria político: “O PMDB precisa da sua própria empresa”.
Mesmo com tanta reclamação, o telegrama deixa claro que as empresas americanas querem ficar no Brasil para explorar o pré-sal.
Para a Exxon Mobile, o mercado brasileiro é atraente em especial considerando o acesso cada vez mais limitado às reservas no mundo todo.
“As regras sempre podem mudar depois”, teria afirmado Patrícia Padral, da Chevron.
Combatendo a lei
Essa mesma postura teria sido transmitida pelo pré-candidtao do PSDB a presidência José Serra, segundo outro telegrama enviado a Washington em 2 de dezembro de 2009.
O telegrama intitulado “A indústria de petróleo vai conseguir combater a lei do pré-sal?” detalha a estratégia de lobby adotada pela indústria no Congresso.
Uma das maiores preocupações dos americanos era que o modelo favorecesse a competição chinesa, já que a empresa estatal da China, poderia oferecer mais lucros ao governo brasileiro.
Patrícia Padral teria reclamado da apatia da oposição: “O PSDB não apareceu neste debate”.
Segundo ela, José Serra se opunha à lei, mas não demonstrava “senso de urgência”. “Deixa esses caras (do PT) fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, teria dito o pré-candidato.
O jeito, segundo Padral, era se resignar. “Eles são os profissionais e nós somos os amadores”, teria dito sobre o assessor da presidência Marco Aurelio Garcia e o secretário de comunicação Franklin Martins, grandes articuladores da legislação.
“Com a indústria resignada com a aprovação da lei na Câmara dos Deputados, a estratégia agora é recrutar novos parceiros para trabalhar no Senado, buscando aprovar emendas essenciais na lei, assim como empurrar a decisão para depois das eleições de outubro”, conclui o telegrama do consulado.
Entre os parceiros, o OGX, do empresário Eike Batista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a Confederação Naiconal das Indústrias (CNI).
“Lacerda, da Exxon, disse que a indústria planeja fazer um ‘marcação cerrada’ no Senado, mas, em todos os casos, a Exxon também iria trabalhar por conta própria para fazer lobby”.
Já a Chevron afirmou que o futuro embaixador, Thomas Shannon, poderia ter grande influência nesse debate – e pressionou pela confirmação do seu nome no Congresso americano.
“As empresas vão ter que ser cuidadosas”, conclui o documento. “Diversos contatos no Congresso (brasileiro) avaliam que, ao falar mais abertamente sobre o assunto, as empresas de petróleo estrangeiras correm o risco de galvanizar o sentimento nacionalista sobre o tema e prejudicar a sua causa”.
Do sítio:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/wikileaks-revela-bastidores-do-lobby-das-petroleiras-pelo-pre-sal.html
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Prisão de Assange fere a democracia.
Satanizado pelos EUA e furiosamente perseguido pela Interpol, o australiano Julian Assange, criador do sítio Wikileaks, decidiu se entregar à polícia do Reino Unido na manhã desta terça-feira (7). A prisão representa um duro golpe contra a liberdade de expressão, principalmente contra a liberdade na internet. Não é para menos que os barões da mídia, no Brasil e no mundo, evitam fazer alarde. Se um blogueiro fosse detido na China, Irã ou Cuba, a gritaria seria infernal.
A desculpa para justificar a caçada a Assange é a denúncia da Justiça sueca de que ele teria cometido crimes de estupro, assédio sexual e coerção ilegal contra duas mulheres, em agosto passado. A sentença é bastante confusa, levando-se em conta que no país a prática de sexo desprotegido, sem o uso de preservativo, é considerada uma categoria leve de estupro. Assange nega as acusações e garante que a perseguição é uma retaliação ao Wikileaks pelo vazamento de documentos das embaixadas dos EUA.
Cresce o apoio ao Wikileaks
Apesar da cumplicidade da mídia ianque e das suas sucursais colonizadas, a prisão de Assange não deverá cair no silêncio. Desde que os EUA deflagraram a caçada mundial ao Wikileaks, exigindo sua retirada do ar e a prisão do seu criador, cresce o apoio ao sítio. Através do Twitter foi lançado na semana passada o movimento "imwikileaks" ("eu sou Wikileaks"). Em apenas dois dias, mais de 500 sítios na web clonaram o seu conteúdo para "tornar impossível que o Wikileaks seja retirado totalmente do ar".
Também está em curso uma jornada internacional de boicote à Amazon Web Server (AWS), empresa que hospedava o sítio, mas que se sujeitou à censura imposta pelo governo de Barack Obama. O portal está agora hospedado num servidor do Partido Pirata suiço e oferece instruções para que qualquer sítio use o seu conteúdo. No mundo da internet, pelo menos por enquanto, o poder imperial dos EUA mostra-se vulnerável. Eric Holder, censor dos EUA, já admitiu que Washington tem dificuldade para silenciar o Wikileaks.
A prisão de Julian Assange é um grave atentado à democracia, à verdadeira liberdade de expressão. Merece repúdio imediato. Uma das formas de solidariedade é continuar difundindo os textos "sigilosos" que comprovam que a diplomacia ianque é um antro de espionagem e terrorismo. Ela serve aos interesses do império - uma obviedade, mas que deve ser repetida para muitos que achavam que o imperialismo já não existia.
Do sítio:
http://altamiroborges.blogspot.com/
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
A morte do "Tigre Celta"
A Irlanda, apelidada de “Tigre Celta” e aclamada pela mídia canalha como um modelo de economia a ser seguido pelos nossos governantes, sucumbiu pela irresponsabilidade de governos corruptos que fingiram crescer apoiados no mercado do lucro fácil das aplicações financeiras e especulativas, menosprezando a produção e o dinheiro suado.
Caiu junto com outros países empurrado pelo efeito dominó que já abateu Islândia, Grécia, Portugal e Espanha.
Gurus nacionais – dos nossos prestigiosos meios de comunicação - gurus internacionais cantaram loas a habilidade do Tigre Celta em manobrar nos mercados internacionais, apresentando crescimentos fantásticos para uma economia tão pequena e, ao que parece, foram influentes nas decisões tomadas pelo Silvio Santos na administração do seu conglomerado.
O Tigre Celta foi extinto, morreu insepulto para feder por muitas décadas.
Quem paga a conta? Novamente, os mais pobres pagam a conta, como tantas vezes aconteceu no Brasil, corroído pela impostura de grupos oportunistas, com a conivência da imprensa mentirosa e unilateral defensora ferrenha dos interesses alienígenas.
Por que não estamos nessa situação? O governo brasileiro orientou os investimentos dos fundos de pensão das estatais no mercado de derivativos e outros investimentos de risco a partir de 2007, para agirem com cautela, condição esta retirada após a crise, em setembro de 2009.
Leia mais:
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1
http://www.revistarazaocontabil.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=1137&Itemid=75
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Dilma e como a verdade ganhou, mais uma vez.
sábado, 30 de outubro de 2010
Vejam o destino de Itaipú e da Petrobrás nas mãos de Serra!
Comparem a notícia da FSP e a informação no Blog do Altamiro Borges e entenda o que Serra/FHC/DEMO/PTB/PPS e sua turma de entreguistas querem para o Brasil!
30/10/2010 - 09h10 – Folha de São Paulo - online
José Serra finaliza, mas não registra programa de governo
DE SÃO PAULO
(...)
A campanha tucana fala em rever a criação da Pré-Sal Petróleo. "O governo do PT propôs mudar o marco legal de exploração do petróleo simplesmente para fortalecer um discurso vazio e ideológico. O modelo proposto representa um voto desconfiança na Petrobras, retarda a exploração do pré-sal e traz insegurança para o setor."
No segundo turno, uma das principais linhas de ataque de Dilma foi o discurso de que Serra pretende privatizar a Petrobras se eleito, o que ele nega.
A petista foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até o início deste ano.
O programa de Serra sugere mudanças estruturais na Petrobras, como a revisão do plano de cargos e salários dos funcionários e combate ao aparelhamento político.
Também há críticas à gestão do setor elétrico em outras frentes, como o acordo com o Paraguai sobre compra de energia de Itaipu e o que chama de "matriz elétrica cada vez mais suja". (...)
Leia mais no sítio abaixo:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/822744-jose-serra-finaliza-mas-nao-registra-programa-de-governo.shtml
Revelado: a quem Itaipu será entregue (Reprodução parcial)
Reproduzo artigo do professor Mauro Carrara:
(....)
O NED é uma entidade privada norte-americana, mas abastecida por recursos públicos, encarregada de fornecer suporte a instituições-satélite empenhadas em desestabilizar governos de esquerda ou de centro-esquerda em todo o mundo.
Sua ações táticas estão centradas no fortalecimento de grupos políticos neoliberais, privatistas e pró-EUA. Garantem-lhes treinamento, expertise midiática, além de apoio financeiro, técnico e logístico.
Essas intervenções de auxílio, no entanto, têm um alto preço. Exige-se sempre uma contrapartida para as empresas que contribuem na constituição dos fundos do NED e das entidades por ele patrocinadas.
No caso do Brasil, a exigência é a entrega de Itaipu, da Petrobrás e do Banco do Brasil a grupos especulativos transnacionais, especialmente de capital norte-americano.
Desvendando o enigma de Itaipu
Há poucos dias, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reuniu-se com mais de 150 investidores no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu.
Você pode se perguntar: por que FHC, se ele não é mais presidente e nem exerce cargo público?
E pode ainda indagar: por que o convescote ocorreu exatamente naquela cidade?
O objetivo é claro e evidente. O ex-presidente é o delegado destacado pela coligação conservadora para negociar a entrega do patrimônio nacional aos especialistas em pilhagem além-fronteiras. (...)
Leia toda a matéria no sítio abaixo:
http://altamiroborges.blogspot.com/
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Dilma foi torturada durante 22 dias!
http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1
domingo, 24 de outubro de 2010
Sobre servidores públicos e aposentados
Não entendo como pessoas dependentes do estado podem apoiar o estado mínimo.
Eles têm, hoje, várias garantias de segurança para a manutenção dos salários e benefícios em razão do fortalecimento do estado pelas políticas econômicas do governo Lula e, no entanto, apóiam a candidatura neoliberal e ainda a defendem com unhas e dentes, às vezes sem ao menos conseguir discutir sobre o assunto, de tão dogmáticos que se tornaram.
Será que a alienação imposta pela mídia corrupta os emburreceu de tal forma que para essas pessoas fica difícil enxergar outra solução, além daquela que não consegue resolver os problemas endêmicos criados pelo lucro insensato, como o tráfico de drogas, a violência e a corrupção, conformando-se com a falta de solução discutida pelos meios de comunicação?
Não entendem que a pregação neoliberal contra a Previdência Social tem a ver com outros interesses, que não os nossos? Que a campanha contra a Previdência é um embuste para causar a desilusão no sistema e assim facilitar a transferência dessa massa imensa de recursos da ordem de quase R$ 100 bilhões por ano para a iniciativa privada, ou seja, o sistema financeiro internacional com o qual não tem diálogo possível e nem pressão popular e não há como fiscalizar essa empresa privada que seria criada?
Que haveria um grande prejuízo para todos os beneficiários do sistema, em razão da necessidade de manutenção do lucro, que cada vez se tornaria maior, de acordo com a própria expectativa do mercado, uma vez que assim disposto haveria a distribuição de ações por todo o mundo e seus acionistas, principalmente, os grandes acionistas, fariam grande pressão sobre as empresas para que o lucro se consolidasse?
O que ocorre hoje na França é muito mais que uma simples manifestação popular é a tentativa de manter sob o controle popular aquilo que lhes interessa, contra o modelo capitalista, de acordo com o comentário de Jean Paul-Piérot, no jornal L’Humanité: “O sistema de aposentadoria baseado na solidariedade entre as gerações expressa uma maneira de conviver incompatível com o império do “cada um por sí”, um império em que os ricos vivem sob o abrigo de seu escudo fiscal, enquanto a massa dos assalariados teria que trabalhar durante mais tempo para não ver diminuída sua pensão e cair na pobreza.” http://www.brasildefato.com.br/node/4472.
Uma vez dentro do sistema de economia de mercado seus salários e benefícios estariam sujeitos a disposição dos grandes investidores transnacionais, como aconteceu em 2009 com os aposentados norte-americanos, que ficaram a mercê dos investimentos em derivativos, que ninguém consegue explicar que raio de investimento é esse, mas que causou imensos prejuízos a aposentados e pensionistas no mundo todo (menos no Brasil) e levou a bancarrota países como Grécia, Islândia, Portugal e Espanha.
Não se iludam servidores, não acreditem em segurança no modelo neoliberal, pensem que o Banco Central norte-americano é privatizado e os seus donos são as famílias bilionárias donas do Bank of America (Rockefeller), do JP Morgan (Morgan) e do Citibank (Rotschilds), da mesma forma que a Federal Income Tax (Receita Federal) norte-americana, que faz as suas próprias políticas sem depender do governo dos EUA (povo). São bancos privados que tem influência incomum e os donos são poucas famílias dos EUA, podendo colocar de joelhos toda a população norte-americana e o mundo.
Pensem que o lucro é unicamente aquilo que lhes interessa e que os seus domínios são incomensuráveis e quando aqui presentes, são incrementes na defesa de seus interesses, impondo à população nativa aquilo que melhor lhes assegurem lucro, sem pesar e sem sentimentos de solidariedade. Assim é como veem o resto do mundo, como lixo dispensável, como mão de obra barata de uso temporário e descartável.
Não se iludam que viveríamos igual ao modelo norte-americano do “american way of life”, isso só serve para eles lá e não para os colonizados.
Parece muito duro, muito pesado, mas é essa a realidade ou defendemos o nosso país contra essas péssimas influências ou sofreremos as consequências, como temos sofrido ao longo de décadas em um país que é a oitava economia mundial e, no entanto, é um dos países mais desiguais do mundo. Eles têm o poder de controlar a mídia (jornais, televisões, revistas, agências de publicidade), eles têm o dinheiro para que seus interesses sejam defendidos pelas, aparentemente, mais despretensiosas pessoas.
Lutemos a favor do país e contra o capitalismo neoliberal, não caiam no engodo dos dez por cento já no próximo ano, pois isso custará muito mais caro a longo prazo.
sábado, 23 de outubro de 2010
O Brasil quer avançar com Dilma
Chico Buarque: “Eu vim aqui reiterar meu apoio entusiasmado a Dilma, essa mulher é de fibra, essa mulher que já passou por tudo não tem medo de nada. Temos hoje um país que é ouvido em toda parte porque fala de igual para igual com todos. Não fala fino com Washington nem fala grosso com Bolívia e Paraguai.”
Leonardo Boff: “Se esperança com Lula venceu o medo, agora com Dilma, a verdade vai vencer a mentira. E uma porção do destino brasileiro depende da vitória de Dilma, porque se a oposição ganhar, nós vamos ter imensos retrocessos”.
Margareth Menezes: “Eu acredito que ela sabe o valor real da vida e sabe também a necessidade que o nosso povo mais simples tem de ter acesso a uma vida melhor”.
Dilma: “... o principal tabu é que era impossível que esse país crescesse e distribuísse renda. E o meu compromisso é que é possível erradicar a pobreza do Brasil. É possível! Eu tenho uma outra coisa para honrar. É honrar as milhões de mulheres deste país e ser a primeira presidente da República”.
Fernando Morais: “Voto na Dilma porque eu conheço José Serra há trinta anos e sei o mal que ele pode causar a este país”.
Hélio B. Duarte: “As promessas da Dilma não são meras promessas de campanha são decisões de governança, voto Dilma 13”.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Quebra de sigilo e a briga Serra-Aécio
"Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.
Acuado por uma investigação tocada por Itagiba, chefe da arapongagem de Serra desde os tempos do Ministério da Saúde, Aécio temia ter a reputação assassinada nos moldes do sucedido com Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, em 2002. Naquele período, a dupla Itagiba-Serra articulou com a Polícia Federal a Operação Lunus, em São Luís (MA), que flagrou uma montanha de dinheiro sujo na empresa de Jorge Murad, marido de Roseana, então no PFL. Líder nas pesquisas, Roseana acabou fora do páreo após a imagem do dinheiro ter sido exibida diuturnamente nos telejornais. Serra acabou ungido a candidato da aliança à Presidência, mas foi derrotado por Lula. A família Sarney jamais perdoou o tucano pelo golpe".
Leiam o texto completo em:
http://altamiroborges.blogspot.com/
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Que pontaria, hem!
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Jornalista descobre a relação entre a extrema-direita, neonazistas, Daniel Dantas e Serra.
O jornalista Tony Chastinet fez um levantamento minucioso sobre a origem de um dos e-mails caluniosos que circulam contra a candidata Dilma Rousseff (PT). Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas. Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita e a grupos neonazistas. Gente com nome, sobrenome e endereço. O jornalista apresenta as provas.
Rodrigo Vianna/Tony Chastinet
Publicado originalmente no blog Escrevinhador, de Rodrigo Vianna
Não é difícil rastrear os caminhos da boataria que atingiu Dilma Rousseff, poucas semanas antes do primeiro turno. A campanha do PT parece não ter levado a sério a ameaça. E a boataria e as calúnias prosseguem.
O jornalista Tony Chastinet – colega com quem tive o prazer de dividir o prêmio Vladimir Herzog em 2007, e com quem produzi a série de reportagens sobre as centrais clandestinas de tortura durante a ditadura – fez um levantamento minucioso sobre a origem de um desses e-mails caluniosos. Não precisou de dinheiro, nem de ferramentas especiais. Usou basicamente o “Google”. Gastou alguns minutos e usou a experiência de quem já investigou dezenas e dezenas de picaretas em suas reportagens investigativas.
Tony Chastinet descobriu que o email partiu de gente ligada à extrema-direita. Gente com nome, sobrenome e endereço. Confiram…
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O CAMINHO DA CALÚNIA
por Tony Chastinet
Recebi ontem à noite um daqueles e-mails nojentos e anônimos, que estão circulando na internet, com calúnias contra a candidata Dilma Roussef. Decidi gastar alguns minutos para tentar identificar os autores. Consegui, e repasso abaixo as informações sobre os autores da baixaria – incluindo as fontes da pesquisa.
Há um e-mail circulando na internet com o seguinte título: “Candidatos de esquerda”. Na mensagem há uma série de calúnias contra Dilma, e o pedido para se votar no Serra. Também recomenda a leitura do site www.tribunanacional.com.br.
Entrei na página e de cara me deparei com aquela foto montada da Dilma ao lado de um fuzil. Uma verdadeira central de calúnias ligada à extrema direita. Vejam uma amostra neste link http://www.tribunanacional.com.br/v2/editorial/a-terrorista/.
O e-mail foi enviado para minha caixa postal na noite de domingo. O remetente é um tal de Ingo Schimidt (ingo@tribunanacional.com.br). O site está registrado na Fapesp em nome do “Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares”.
Essa associação tem CNPJ (026.990.366/0001-49), está localizada na SCRN, 706-707, Bloco B, Sala 125, na Asa Norte, em Brasília. O responsável pelo site chama-se Nei Mohn. Em uma pesquisa superficial na internet, descobre-se que ele foi presidente da “Juventude Nazista” em 1968. Era informante do Cenimar e suspeito de atos de terrorismo na década de 80 (bombas em bancas de jornais e outros atentados feitos pela tigrada da comunidade de informações). Também foi investigado por falsificar o jornal da Igreja Católica, atacando religiosos que denunciavam torturas, assassinatos e desaparecimentos (vejam abaixo nas fontes).
Nunca foi investigado e sequer punido pelas barbaridades que aprontou. Para isso, contou com a proteção dos militares e da comunidade de informações para abafar os escândalos e investigações.
Prossegui na pesquisa e descobri que o filho de Nei, o advogado Bruno Degrazia Möhn trabalha para um grande escritório de advocacia de Brasília contratado por Daniel Dantas para representar o deputado federal Alberto Fraga (DEM) em ação no TCU movida pelo deputado para tentar impedir a compra de ações da BRT/OI pelos fundos de pensão.
Interessante essa ligação entre a extrema direita, nazistas e Daniel Dantas. Mas tem mais.
No registro do site ainda há outros dois nomes apontados como responsáveis pela página: Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto e Zoltan Nassif Korontai.
Serpa Pinto trabalha na Secretaria da Fazenda de Mato Grosso. Korontai é responsável pelo site http://www.projetovendabrasil.com.br. É um negócio estranho como pode ser visto na página da internet. Ele atua na área de tecnologia e fez concurso para analista de sistemas no TRE do Paraná.
O cadastro do site dele está em nome da CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos (CNPJ 008.144.575/0001-90 – Avenida Doutor Chucri Zaidan, 246, SL 18, São Paulo). O responsável chama-se Frederich Resende Soares Marinho.
Marinho é consultor de informática e trabalha em Piraúba (MG). Há uma série de reclamações de que ele vendeu hospedagens de site e não entregou o serviço. Ele é membro da Assembleia de Deus em Sorocaba.
Outro dado interessante: Ingo coloca um link no e-mail para quem não quiser mais receber as mensagens. Esse link aponta para o seguinte endereço: ingo.newssender.com.br. Newssender é um serviço de marketing eletrônico (leia-se spam) registrado e vendido pela Locaweb Serviços de Internet S/A. O curioso é que é o mesmo provedor que hospeda o site do candidato tucano.
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Fontes:
– Tribuna Nacional – Dados do Registro.br
domínio: tribunanacional.com.br
entidade: Círculo Memorial Octaviano Pinto Soares
documento: 026.990.366/0001-49
responsável: Nei Möhn
2 – Nei Mohn
Matéria Veja de 1980 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf
Matéria da Isto É de 1982 – http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R03648.pdf
3 – Filho de Nei
Bruno Degrazia Möhn (OAB/DF 18.161)
Trabalha no escritório Menezes e Vieira Advogados Associados – http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia_articuladas.aspx?cod=11457 – artigo defesa ppp
Escritório contratado por Dantas no caso BRT – http://www.anapar.com.br/noticias.php?id=6602
4 – Antonio Afonso Xavier de Serpa Pinto
Funcionário da secretaria estadual da fazenda de mato grosso
http://app1.sefaz.mt.gov.br/Sistema/Legislacao/legislacaopessoa.nsf/2b2e6c5ed54869788425671300480214/88e35b271696c3bf0425738500423ded?OpenDocument
5 – Zoltan Nassif Korontai
Site dele – http://www.projetovendabrasil.com.br/?pg=calculadora-de-ivestimento&p=253
Dados do registro.br
domínio: projetovendabrasil.com.br
entidade: CliqueHost Internet Hosting e Eletro Eletrônicos L
Veja quem é esse Nei Mohn, no sítio:
http://www.arqanalagoa.ufscar.br/pdf/recortes/R06814.pdf
Do sítio abaixo:
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17058
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Privatizações tucanas ou como transferir o patrimônio e a renda brasileira para o exterior.
Dados do próprio governo, extraídos de relatórios do BNDES, xerife do programa de privatizações, davam conta do balanço, até 1998, segundo nosso saudoso Aloysio Biondi: para uma arrecadação por conceito de vendas de R$ 85 bilhões – alguma parte paga com “moedas podres”, títulos da dívida pública sem nenhum valor de mercado, nem liquidez, como os títulos da dívida agrária –, par contre, a privatização custou R$ 87 bilhões! Isto é, ainda saímos perdendo! Incluem-se no custo da privatização, os subsídios nos juros dos empréstimos concedidos pelo Estado para que as empresas privadas comprassem as estatais, o prévio “saneamento” financeiro para entregá-las enxutas, esbeltas e belas para o lucro, isenções fiscais concedidas, débitos pesados que ficaram com o Estado, como, por exemplo, obrigações trabalhistas.
Na vastíssima operação realizada – o programa de privatizações do governo brasileiro esteve sempre entre um dos maiores do mundo e agora é o maior do mundo – duas questões são relevantes e ajudam a explicar a crise atual, que já passou para a política. Além do prejuízo real, econômico e financeiro, já sumariamente relatado, o governo federal, com as extensões estaduais, perdeu capacidade para realizar políticas setoriais e mesmo política econômica. [...]
A segunda conseqüência é de ordem não menos letal; freqüentemente, ela é localizada apenas no terreno da ética [...] Trata-se do tema da corrupção: uma megaoperação do porte do programa de privatizações realizado açodadamente pelo governo brasileiro abre todas as portas para ela. Em primeiro lugar, pelo volume de recursos em jogo que, na conta de Biondi, atingiu, em termos correntes, até 1998, entre 15% e 20% do PIB brasileiro. Em segundo lugar, porque simultaneamente às privatizações, como conseqüência delas, com o desmonte do Estado, sua capacidade de fiscalização reduziu-se drasticamente, justamente quando a privatização introduzia na economia brasileira grupos econômicos de porte. Para o que o Estado brasileiro não dispunha de experiência, nem de instituições adequadas: apressadamente, montaram-se as famosas agências reguladoras, as Anas da vida, cuja capacidade é quase zero, com os resultados conhecidos, agora, com a crise energética.(...)
As privatizações, na forma em que foram realizadas, constituem um processo de desnacionalização da política e despolitização da economia. [...]”
(Francisco de Oliveira. Trecho do artigo “O apodrecimento da beleza”, publicado na revista Teoria & Debate, no 48, de junho de 2001, p.4-7.)
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
FOLHA: NÃO DÁ MAIS PRA LER
Decido cancelar minha assinatura da Folha de São Paulo depois de quinze anos. Hesitei muito, porque ela foi um baluarte jornalístico para minha geração. Ali acompanhei, adolescente, o movimento Diretas-Já. Colecionava encartes, discutia editoriais. Sonhava em fazer parte do quadro de colunistas do jornal. A Folha era bacana, moderna, quase obrigatória. Planejava o divórcio há algum tempo, mas o adiei porque estava curioso para conhecer a reforma gráfica e as mudanças prometidas pelo novo editor-executivo, o jovem e talentoso Sérgio Dávila. Dupla decepção.
A questão do design é comodamente subjetiva. Sempre haverá o cinismo “especializado” a bafejar que o objetivo era mesmo esse, qualquer que seja o resultado. E o leitor se acostuma a tudo. Inclusive à mancha horrorosa no alto das capas dos cadernos, ou à tipologia que parece colhida nas Publicações Acme dos desenhos animados. Convenhamos, foram muitos esforços humanos e financeiros para se chegar a resultado tão pífio. A Folha perdeu sua cara. Pior, ficou feia. Mesmo os raros acertos têm ar de cópia ou improviso. O tablóide Esportes remete a similares estrangeiros, como o argentino Olé. As redundantes artes explicativas ocupam espaço injustificável.
A reforma editorial trouxe verniz de imparcialidade à cobertura política. Mas o tratamento dispensado aos candidatos presidenciais de 2010 segue tendencioso, para dizer o mínimo. A Folha demonstraria mais respeito pela inteligência dos leitores se deixasse de lado a hipocrisia apartidária, assumindo suas evidentes preferências eleitorais. Assim não precisaria usar subterfúgios rasteiros para disfarçá-las. Eu apurei que a divulgação de factóides sem o devido embasamento é o instrumento ideal para destruir reputações e favorecer projetos obscuros. Profissionais ouvidos no meio enxergam na indiscriminada ocultação de fontes um salvo-conduto para qualquer abuso difamatório.
Ao privilegiar diplomados, a Folha assimilou a baixa qualidade da formação universitária em jornalismo. Os equívocos gramaticais e técnicos são abundantes. A recente inserção de análises pontuais remenda mal os defeitos do noticiário, pois tenta impor vaticínios duvidosos de manjados profissionais que inevitavelmente possuem algum interesse nas questões abordadas. Os jargões de release escancaram o pendor publicitário dos cadernos de variedades, que repetem pautas convenientes à indústria do entretenimento (basta ver as matérias sobre canais pagos e leis de incentivo). Salvo honrosas exceções, os juízos estéticos de seus repórteres são risíveis.
Mas não existe decadência mais constrangedora que a dos espaços regulares de opinião. Abandonando qualquer ilusão de pluralidade, o jornal transformou-se em vitrine para um conservadorismo provinciano, medíocre e repetitivo. Diante da riqueza de nosso mundo acadêmico, a opção por Demetrio Magnoli, Boris Fausto e Marco Antonio Villa chega a parecer acintosa. Os chiliques elitistas de Danusa Leão, o udenismo de Fernando de Barros e Silva, as interjeições antipetistas de Eliane Cantanhêde (“massa cheirosa”, gente?), o neo-reacionarismo de Ferreira Gullar e os venenos de Josias de Souza envergonham a direita esclarecida e republicana que eles talvez julguem representar. Alguém realmente prefere João Pereira Coutinho a Jorge Coli? Luiz Carlos Mendonça de Barros a Paulo Nogueira Batista Jr? Quem faz contraponto ao serrismo de Elio Gaspari? A tolerante ombudsman Suzana Singer?
A presunção messiânica e uma lamentável falta de autocrítica impedem os editores de perceber que certas mesquinharias político-eleitorais destroem aos poucos os maiores patrimônios do jornal. Os editoriais são bobinhos, histéricos, esclerosados. As ameaças veladas ao presidente da República (“fique advertido”), em plena efervescência eleitoral, embutem um espírito autoritário e confrontador que só se viu nos piores momentos da história nacional. Nenhuma credibilidade sobrevive à responsabilização do governo federal por acidentes aéreos, à ficha apócrifa de Dilma Rousseff, à apologia da “ditabranda” ou à acusação de que os críticos da imprensa querem censurá-la. Defender tais absurdos em nome da liberdade de expressão não é apenas irresponsável: é ilegítimo e antidemocrático.
Talvez isso explique a necessidade de operar reformulações periódicas. Como ensinam as cartilhas publicitárias, o consumo inercial e o apelo das mudanças cosméticas inibem o abandono dos produtos de uso cotidiano. Só que a estratégia também pressupõe a satisfação de certas expectativas. A Folha se distanciou dos interesses de seu público a ponto de perder o mínimo papel utilitário que se espera de um veículo informativo. Ela virou um amontoado de páginas e seções descartáveis. Imagine receber, toda manhã, a visita de alguém que tenta iludi-lo, repetindo bobagens e distorções. Agora imagine que você paga, e caro, para ser tratado como idiota. Demora, mas chega um momento em que o prejuízo deixa de compensar.
(*) Guilherme Scalzilli, historiador e escritor.
Copiado do Blog abaixo:
http://rsurgente.opsblog.org/
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
A Veja mente descaradamente!
Do sítio:
https://mail.google.com/mail/?hl=pt-BR&shva=1#inbox/12b4446dca37d7e9
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Dilma disse:
Mais uma vez a Folha de São Paulo mente de maneira vergonhosa, no estilo jornaleco vendido barato, tenta comprometer a Dilma usando da mentira para o favorecimento da candidatura de esgoto do Serra. (até hoje esse picareta não fez nenhuma proposta)
Ela disse ainda: "...vou colocar no meu blog para evitar esta distorção escandalosa cometida contra mim pela Folha de São Paulo".
Assistam o vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=2_3xc0__xnA
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Será o mesmo Rubnei Quicoli?

2010. Ano da Dilma
Permitida a reprodução para fins não comerciais, desde que a fonte seja citada
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Será que Rubnei Quicoli que faz acusação contra filho de Erenice na Folha é este aqui condenado no TRF 3ª Região?
Aqui, o documento pdf com a sentença, que está na página 21, que reproduzo:
ACR-SP 37737 0007953-14.2000.4.03.6105
RELATOR: DES.FED. ANDRÉ NEKATSCHALOW
REVISOR: DES.FED. LUIZ STEFANINI
APTE: RUBNEI QUICOLI
ADV: ROGÉRIO BATISTA GABBELINI
APDO: Justica Publica
A Turma, à unanimidade, deu parcial provimento à apelação para reduzir a pena do réu, para 3 (três) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa, em relação ao delito do artigo 289, § 1º do Código Penal, e para 1 (um) ano de reclusão e 10 (dez) dias-multa, em relação ao delito do artigo 180 do Código Penal, resultando a pena em 4 (quatro) anos de reclusão e 20 (vinte) dias-multa, a qual tornou definitiva, determinando o regime inicial aberto e substituir a pena privativa de liberdade por 2 (duas) restritivas de direitos, nos termos do voto do(a) relator(a).
Acrescentado pelo Hélio:
Código Penal
Art. 289. Fabricar, fabricando-a ou alterando-a moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro.
Pena - reclusão, de 3 (três) a 12 (doze) anos e multa.
§1º Nas mesmas penas incorre quem, por conta própria ou alheia, importa ou exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta, guarda ou introduz na circulação moeda falsa.
Art. 180. Adquirir, receber transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro de boa-fé, a adquira, recebe ou oculte.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos e multa.
O curioso é que o nome do mesmo sujeito aparece na Folha de 03/08/2003, como um dos que perderiam a CNH por excesso de multas, ou seja, um infrator contumaz?
CNH: 0607002862/03 Rubnei Quicoli - Campinas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u79845.shtml
